segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

A Gratidão


Tenho para mim que a gratidão é um sentimento proporcional à nossa felicidade. Quanto mais gratos somos, mais felizes somos, e quanto mais felicidade sentimos, mais se engrandece nosso coração de gratidão.
Não sei dizer para mim quem veio primeiro, se foi a felicidade ou a gratidão, mas sei que as sinto tão plenas em meu coração, e que esses sentimentos me fazem ter certeza de que sempre o melhor está a caminho. E elas são inversamente proporcionais ao medo....ah esse vilão. Quando tirei o medo de mim, eu acreditei, ou pode ser que eu tenha acreditado tanto que o medo tenha saído correndo....o importante é que ele se foi. Esse ano de 2009 está sendo, e daqui a pouco foi mais um ano muito especial para mim. Um ano em que eu descobri tantas coisas dentro de mim, um ano em que resolvi me encarar frente a frente, me entender, brigar um pouco com as coisas que me faziam mal, e um ano onde senti a felicidade além da felicidade. Não é uma questão apenas da leveza física, e sim da leveza emocional, e se alguns preferem assim dizer, da leveza espiritual, sim porque todos temos uma essência, e esta em mim está leve, está em paz, está “encaixada” em seu devido lugar.
Sexta-feira me perguntaram se eu me arrependia de não ter feito a cirurgia de redução do estômago anos atrás, e eu respondi que não! Tudo tem o seu momento, e tentar apressar o tempo é querer viver desencaixado, fora do ritmo. Tudo tem o seu momento certo. Fiz na melhor hora, na hora em que eu estava amadurecida e pronta pra viver plenamente esse momento.
Pois engana-se quem pensa que é só operar, eliminar kilos e pronto.....isso é o de menos....o melhor de tudo são as descobertas, os fatos de nós mesmos que se revelam a nós mesmos. E é tão bom, a gente cresce tanto com esse processo, que eu gostaria que todo mundo em algum momento da vida, e de algum modo, por algum motivo também se transformasse, se revelasse, pois é uma oportunidade de nos conhecermos, de sabermos quem somos, e todo esse processo me trouxe isso, a minha revelação.
E eu sou grata à vida e ao universo por tudo isso.... foram e continuam sendo tantos momentos que é difícil saber se isso vai acabar e se todos os dias serão reveladores. Por esses dias um amigo me definiu da seguinte forma: “para mim você é uma pessoa extremamente feliz com uma vida inteira pela frente” E na mesma hora eu pensei....nossa as pessoas conseguem me ler, e quando nosso exterior reflete nosso interior é porque estamos conseguindo ser nós mesmos, e isso me deu imensa satisfação.
Eu sou feliz sim! E minha alegria é regida de gratidão à vida que me deu tantas oportunidades para ser, estar, aprender, compartilhar, crescer, brigar, entender, recomeçar e tantas coisas mais. Viver assim é leve demais, num desapego do ter para o objetivo do ser.....ser humano, ser feliz, sempre!
Grata a 2009, vou pra 2010 de braços abertos, e você vem comigo?

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

INCLUSÃO


Vocês já sentiram a sensação de estarem nos lugares mas não estarem incluídos? Pois é eu não tinha me dado conta que me senti sempre assim, até o momento em que comecei a me sentir incluída. Mas este sei que é um sentimento meu. Sei que não é todo mundo que está acima do peso que se sentia assim, ou por ser baia demais, alta demais, ou por alguma outra particularidade. Pois é eu sempre saí a noite, adorei badalar, sempre fui paquerada, sempre namorei, e me considerava superbem resolvida em relação a isso. Só que de repente fui acometida por um sentimento de inclusão que nunca senti. Uma sensação de que me abri para o outro, e o outro me acolheu. Vou tentar me explicar melhor. Antes eu só permitia acesso a algumas pessoas, ficava pensando no depois. Se eu tivesse interesse eu permitia que assoas se aproximassem. Agora não, eu estou realmente aberta, e por isso sinto que as pessoas tem acesso a mim, e por isso me sinto incluída no todo. Agora contraceno com todos que querem falar comigo. O que importa é o agora, e não se eu vou encontrar essa pessoa depois. Depois de 5 anos morando no mesmo prédio, eu converso com todos, e ante parecia sempre nunca conhecer ninguém. Não é uma coisa que partiu das pessoas, mas sim de mim que me abri para que as pessoas tivessem acesso. Só sei que agora essa sensação me fascina. To adorando. To me acostumando a ser essa nova Nancy, que busca renovar suas atitudes dia-a-dia, que procura reinventar e se é que é possível ser mais feliz ainda do que sempre foi! É realmente a felicidade além da felicidade!

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Cada um no seu papel




Dentre os vários assuntos que converso em minha terapia, falamos esta semana sobre os papéis que as pessoas desempenham. Eu acredito que na vida todos existimos por um motivo e cumprimos um papel que está encaixado não só com nossa própria evolução, mas com a evolução do todo (a sociedade).

E nesse encadeamento de pessoas e suas atitudes, muitos encontros e desencontros acontecem sequentemente. Por isso não é raro nos perguntarmos porque conhecemos determinadas pessoas em nossas vidas. Porque será que conheci um cara numa noite, fico com ele por um tempo e de repente tudo termina? Porque somos tão amigos de determinada pessoa e daí a vida toma outro rumo e perdemos o contato?

Por que, Por que, Por que??? São tantas perguntas, não é mesmo?? Por que eu era tão gorda?? Por que tive tantos problemas que me levaram à obesidade?? Na minha concepção, e teoria ligada à evolução dos seres, acredito que tanto as pessoas que aparecem e nossa vida, como as situações, problemas de saúde (não provocados por nós mesmos) enfim....tudo nos empulsiona à evolução.

Muitas vezes alguns caras podem aparecer em nossa vida, e ficarem apenas durante um tempo, sem escrever um ahistória mais profunda, porque cumpriram o seu papel ao nosso lado naquele momento. Pode ter certeza que tanto a pessoa quanto você acrescentaram um na vida do outro. Fizeram ver um no outro defeitos e virturdes que movimentaram mais um ciclo em suas vidas. E assim as coisas se movimentam, e as situações se favorecem a fim de que duas vidas se encontrem para mais um ciclo, que pode durar um fim de semana ou uma vida toda.

Então, como disse o Jabor, nunca deu errado, sempre deu certo pelo tempo que teve que ser. E as coisas que acontecem conosco também duram o tempo certo de nos moverem à evolução. E se não evoluímos elas continuam lá...nos empurrando para cima. Affeeeeeee, quer dizer que essa cirurgia do estômago teve um papel em minha vida?? Acredito que sim! Para mim encerra uma fase e se inicia outra...tudo o que eu tinha que viver e aprender quando era gordinha já foi superado, e agora é hora de virar a página e viver uma outra história.

Mas, é claro que gosto de lembrar que temos o direito de escolher sempre, entre virar a página ou continuar sempre a ler o mesmo capítulo.
E aí a fotinho mostra a gordinha que abandonou o manequim 54 e passou a usar o 42, em uma Levis hein, to podendo!!!!
E viva, viva, viva o papel que as coisas cumprem em nossas vidas!

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Sabotadoras podem ser amigas!


Não sou ingrata com meu passado. Não é porque busquei mudanças e transformações que simplesmente irei denegrir a Nancy de ontem. Não! Se eu cheguei hoje onde estou eu devo a ela, a Nancy de ontem, com a qual aprendi a fazer coisas que hoje posso por em prática.

Ela sempre esteve lá, passando por momentos felizes e tristes, dividindo e acrescentando, e hoje não sou outra Nancy, e sim uma evolução daquela de ontem. Só que hoje luto pra ela, a Nancy de ontem, mudar sua cabeça de gordinha e aprender com a Nancy de hoje a ter a cabeça de uma magra.

Aprendi nesses meses que o pior que podemos fazer é esquecer ou abandonar nossos 'eus' que viveram conosco em fases passadas de nossas vidas. Foi por causa delas que conseguimos chegar onde estamos. Então devemos tratá-as com carinho.

Se nós os reprimirmos, abandonarmos, ou simplemente trocarmos, os eus do passado se voltam contra nós através da figura de sabotadores sem rosto, que nos assombram de forma velada nos fazendo cometer os mesmos erros do passado.
Por isso hoje eu agradeço tudo o que elas (as minhas eus) me ensinaram, e quero levar todas as Nancys comigo pelo caminho da Nancy de hoje...cuidar delas com carinho, e ensiná-las como é bom e que elas podem ter cabeça de magra, não só o corpo, mas o sentimento, o todo.

Atenção para esta convocação interna! Todas as sabotadoras compareçam para as lições do dia a dia, onde estarei junto a vocês evoluindo um pouquinho a cada dia. Não quero esquecê-las, para que todos os dias vocês me lembrem porque é tão bom ser melhor, é tão bom ser mais feliz.

Se essa coisa de Nancy de ontem e de hoje tá confusa para vocês, imagina para mim...risos, mas escrever é o meu jeito de absorver, e ao mesmo tempo esclarecer o meu EU, sobre todo esse processo, sobre toda essa mudança louca que mexe no íntimo de meus sentimentos, e me faz brilhar todos os dias!

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

SONHO


Hoje estou do meio para o fim de meus caminhos em relação à eliminação do peso. Faltam 14 kilos. Agora está tudo mais lento...como se todas as ondas do mar se acalmassem e ele virasse uma piscina.....tudo parado...só que não quero me sentir assim. E culminou ainda com o vencimento do meu plano da academia....acabou...e agora?? continuar, não continuar....não posso parar ainda, preciso seguir em frente....e falta pouco, muito pouco...
A Fotinho é de sábado num chá de bebê eu e minha amiga Andréia Antônio, excelente Scrapper!!!!!

E agora um poema...de um sonho

SONHO

Pássaros...
flores
atravessando o rio
casamento
Vestido Azul
Coque, uma amiga
A china, Eu?
Um lutador, você?
Um telefonema
Eu, você
Um sonho apenas!

terça-feira, 3 de novembro de 2009

PORTAS


Hoje quero compartilhar um texto que li do escritor Içami Tiba, que tanto traz para nossa vida. Simplesmente direto e lindo!
Aproveitem.

PS. A foto é em um chalé em Campos do Jordão no feriado.

Portas



Se você abre uma porta, você pode ou não entrar
em uma nova sala.
Você pode não entrar e ficar observando a vida.
Mas se você vence a dúvida, o temor, e entra,
dá um grande passo: nesta sala vive-se!
Mas, também, tem um preço...

São inúmeras outras portas que você descobre.
Às vezes curte-se mil e uma.
O grande segredo é saber quando e qual porta
deve ser aberta.
A vida não é rigorosa, ela propicia erros e acertos.
Os erros podem ser transformados em acertos
quando com eles se aprende.

Não existe a segurança do acerto eterno.
A vida é generosa, a cada sala que se vive,
descobre-se tantas outras portas.
E a vida enriquece quem se arrisca
a abrir novas portas.
Ela privilegia quem descobre seus segredos
e generosamente oferece afortunadas portas.

Mas a vida também pode ser dura e severa.
Se você não ultrapassar a porta,
terá sempre a mesma porta pela frente.

É a repetição perante a criação, é a monotonia
monocromática perante a multiplicidade das cores,
é a estagnação da vida...

Para a vida, as portas não são obstáculos
mas diferentes passagens!"


(Içami Tiba)

Do Livro: Amor, Felicidade & Cia.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

O 1%


As vezes é difícil recomeçar...
abandonar o que não serve mais,
esquecer um amor não correspondido
fingir que não era bom o que era sim,
e aceitar que quem você gostou tanto
te fez chorar....
Mesmo não tendo raiva, ter que esquecer!

Mas tudo é aprendizado, e todo aprendizado requer recomeço.
E eu quero que para o resto da vida seja assim...
movimento, transformação.

Dia 24 fiz 38 anos. Agradeço ao universo cada trecho
da história que escreve tantos anos de uma vida feliz.

E para as apaixonadas pela vida, que como eu entregam seu coração
sem medo, o meu poema do recomeço, entitulado 1%
Continuem acreditando: Vale a pena amar sempre!
Nunca pense...não deu certo! Deu sim, Deu certo até onde deveria dar!


Beijocas mil - e uma fotinho do meu niver...A quase magra!


O teu perfume ainda está em mim..
Caminhando pelo parque eu vi corpos que me lembraram o teu...
por uns minutos meu peito dói,
e dá aquele sentimento de 'jude', aquela sensação sabe?
Lembra do meu beijo?
e do meu abraço?
Lembra do cansaço do depois?
do meu corpo, do meu amor?

Se você me perguntasse tudo o que eu queria saber de você,
eu diria que 'sim'... 99% de chance,
porque o 1% que falta para os cem,
sou eu tentando superar,
sou eu empurrando os 99% a reagirem,
sou eu me fortalecendo, crescendo, vivendo, acontecendo.

E por mais que seja só 1%, ele tem a força de 100 cavalos,
ele é tudo que tenho, é forte...

Eu to tentando, eu to lutando
e to encontrando o meu caminho.
Olho para o lado e ainda te vejo caminhando comigo,
mas eu já estou dois passos a frente.

domingo, 18 de outubro de 2009

A mulher da menina




Quanto mais eu olho minhas fotos de gordinha, e agora mais magrinha, eu vejo a diferença entre a menina e a mulher. Pode parecer um contra-senso pois dizem que remocei. Porém eu me sentia mais menina, e agora me sinto mais mulher. Vejo formas e contornos que antes estavam escondidos. Sinto-me mais sensual, mais delicada, e acho que isso é um caminho natural de toda essa transformação. Não penso em melhor comparação do que a que tantos fazem entre o casulo e a borboleta....é realmente a tradução de um sentimento que nos envolve nesse momento.
Nós mulheres, todas nós temos que viver esse momento, essa poesia, essa delicadeza. Cada uma a sua forma e ao seu jeito. Para mim está sndo assim, mas cada uma passa por uma transformação, que não precisa ser essa da forma física, já que somos todas 'emoção', pode ser qualquer outra transformação. E transformar sentimentos em forma faz bem....e forma em sentimento também!


E agora mais uma poesia do meu novo momento poesístico:
'quero que me queira
desde que me queira
do jeito que quero
sem mais querer
me despeço
deixando dessa maneira
que me venha despretencioso
de suas querências...
Não, eu não sou egoísta
mas quero viver as minhas querências
as minhas maneiras
do jeito que eu quiser
também sou despretenciosa
mas sou mulher'


NS

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Palavras-sorrisos


Impressionante como o movimento me inspira.
O ofício, as palavras em qualquer expressão de arte
eu me vejo... me deleito
E digo adeus ao vazio.
Me preencho, me bendigo.
Palavras são poesias minhas,
pois estas palavras são minhas.
Se o estilo é de fulano de tal
eu não me sinto mal,
pois ainda essas palavras são minhas.
Soltas, qualquer um as poderia dizer,
mas nesse conjunto
onde como cores se harmonizam
à mais agradável maquiagem,
elas só poderiam ser minhas.
Palavras-sorrisos
Palavras-nunca-sozinhas
Palavras como as minhas
nunca são palavras sós!

domingo, 4 de outubro de 2009

De alguém do outro lado para mim!


Pra quem acredita que anjos bons olham por nós!


Não sentes os galhos que balançam?
Não sentes as folhas que caem?
Mensagens...
Os movimentos anunciam mudanças
Há de se notar os movimentos...
Há de se prestar atenção!
Não estou dizendo que são negativos
São apenas movimentos.
Toda transformação requer movimento
E tudo pode causar medo à primeira vista.
Pois movimentos tiram do lugar.
Aos primeiros ventos são incômodos
mas movimentos começam de dentro.
Significam sentimentos que tiram a pessoa do lugar.
Pensamento é movimento.
Movimenta o pensamento o que sai do coarção.
Preste atenção no movimento
sinta com seu coração.
sinta o balançar das folhas ao vento.
Movimento é ação que move à evolução.
Pra haver paz há que ter movimento.
Acalma o coração, observa o movimento e aguarda...
Deixa as ações acontecerem, o vento balançar, as folhas se deslocarem.
O universo age e invade a vida com a transformação na medida do que estamos abertos a receber.
É tempo de observar, aguardar, sentir,
é tempo de amar, se deixar, se permitir!
(26 09 09)

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Sentir, transformar, comunicar!


Experiência é percepção compreendida. – Kant

Eu confesso: Já vivi relacionamentos que naufragaram entre outras coisas por falta de comunicação. Eu mesmo acho que naufraguei por esse motivo.
Alguns se perguntarão: Você? Que fala pelos cotovelos, é supercomunicativa? Sim, eu! Mas falar, é diferente de expor sentimentos.

Acho que isso tem um pouco a ver com uma frase de kant
‘A sabedoria das mulheres não é raciocinar, é sentir.’

E acho que por muitas vezes eu fiquei tanto no sentir que não consegui achar a porta de saída pra exteriorizar em palavras e engoli, e engordei, e os sentimentos não viraram palavras, e as palavras não foram ditas.
Acho que muitas vezes não dizemos, não expressamos, por isso colocar em uma situação conflitante dois sentimentos intensos, o amor e medo.

‘Não há garantias. Do ponto de vista do medo, ninguém é forte o suficiente. Do ponto de vista do amor, ninguém é necessário.‘ – Kant

Pensei nessa frase, uma das mais intrigantes para mim. E eu pensava, como assim do ponto de vista do amor ninguém é necessário....e depois de alguns anos e muitas experiências, consegui enfim entender, que amor é sentimento que liberta, ˜ão está submisso ao medo...ele é maior, ele é a forma mais plena de sentimento.

Então por amor, a mim principalmente comecei a transformar sentimentos em palavras, e palavras em frases, e consegui exorcizar meus medos, e então realizei.

‘Quanto mais amor temos, tanto mais fácil fazemos a nossa passagem pelo mundo.’ – Kant

E percebi daí quanto tudo é mais simples, mais fácil, porque quando eu segurava meus sentimentos dentro de mim, eles se transformavam em monstros, e monstros assombram, e não nos deixam ver com clareza....acabam por vezes nos engolindo.

Hoje, ultrapassando a barreira de mais de 40 kilos que não eram meus, não são meus, eu me vejo cada vez mais....as palavras saem cada vez mais fácil, e eu me mantenho mais na realidade do que na imaginação, apesar desse território ser muito forte em mim, já que a felicidade, segundo Kant, não é um ideal da razão mas sim da imaginação. Mas o importante é conseguir realizá-la, transformando vontade em ação, comunicando sentimentos.

‘Duas coisas me enchem a alma de crescente admiração e respeito, quanto mais intensa e freqüentemente o pensamento delas se ocupa: o céu estrelado sobre mim e a lei moral dentro de mim.’ - Kant

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Expectativas!

Expectativa ou tentativa?
Querer ir além ou sonhar poder?
Tem que pagar pra ver
Tem que sentir pra machucar
Tem que sorrir pra recomeçar.


As expectativas são sucessões de esperanças ou sonhos a serem alcançados, só que não são declaradas, elas estão sempre acontecendo em paralelo aos acontecimentos reais. É como se passassem num universo paralelo, e quando nos damos conta...Bum! Elas estão lá....mas ao mesmo tempo que nós mesmo as construímos em um universo paralelo, elas são frágeis, e como castelos de areia podem num soprar de vento desmoronar, e aí é que nos damos conta de que passamos determinado tempo construindo expectativas.

Mas engana-se quem pensa que criamos expectativas apenas a respeito dos outros, nós construímos expectativas a respeito de nós mesmos, achando de repente que estamos prontos para viver determinadas situações, pra chegarmos em determinado lugar, e quando não conseguimos, sentimos o peso da frustração.

Então como dar um shut down nesse chip criador das expectativas????
Eu não sei essa resposta e também não a achei em nenhum manual, então penso que se conseguimos enxergar que estamos na calada da noite, ali escondidinhos criando expectativas subversivas contra nós mesmos, já é um bom começo, pra sabotarmos com o plano do universo paralelo.


Abaixo às expectativas, olá realidade. Quero viver nesse universo aqui, e mais uma vez eu já disse isso, mas nunca é demais, quero me surpreender com essa realidade que também pode ser muito mágica.

E o pior de tudo é que pessoas criativas devem mirabolar tanto as expectativas, e com tantos detalhes e minúcias que até a gente mesmo se perde entre sonho e realidade....chega a ser engraçado, mas ontem pensando em várias coisas da minha vida eu me deparei com minhas expectativas mais profundas, e chorei.
Mas, vendo sempre pelo lado bom, que elas tenham caído por terra com todas as lágrimas derramadas, e que me deixem na realidade pura, dessa vida que eu tanto adoro decifrar... pois afinal se deixarmos tudo acontecer naturalmente teremos a doce surpresa de uma realidade feliz, que nos envolve e nos aquece, suprindo de verdade os sonhos mais desejados...é só sabermos decifrar! Que tal tentar hoje?

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Verdades...



Será que as verdades são para sempre?
Tenho para mim que elas mudam, se transformam, tomam outro lado.
Se a verdade tem uma cor, pode ser que você enjoe dela, e queira uma de outra cor.
É tão interessante como a mudança de valores nos faz abrir mão de certas posturas. Será isso amadurecer? Acho que sim, mas é realmente uma sensação curiosa.

Como assim deixar de gostar tanto de uma coisa que há algum tempo juramos amor eterno?
Ah! Entendi... somos nós que mudamos, elas continuam as verdades de sempre..
E cada vez é mais verdade que para o dia de hoje cabem as verdades de hoje.

Amanhã? Já não sei mais.
Se quero ou não quero
Decido na hora
Se ela chegar
Quando for, eu saberei.


Até lá me reservo o direito de não emitir nenhuma opinião. Me desapegarei das antigas verdades e me vestirei com as atuais, até que elas se cansem e me abandonem.
Isso! Na verdade acho que elas é que nos abandonam, é como uma calça que já não nos serve mais, fica larga, não valoriza nossa forma, e daí, ela cai...fica para trás.
Por isso quero sempre me vestir das verdades que valorizam minhas formas físicas e essenciais.

Vou seguir, vestida de fantasia
Pelo tempo que isso fizer minha alegria
A ficção pode ser mais carnal
Do que as verdades da vida real

Ah! mas há uma verdade que sempre cai bem
A que veste minha essência de 'quem'
quem o coração disser que fica
para não vê-lo nunca partir

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Idéia Fixa


Quando abri meu coração, fluí..
Senti, a história de quem me contou;
Olhei na mesma direção e pensei
Será? Não será? Idéia fixa...


As vezes me pergunto porque guardamos determinadas idéias fixas na cabeça, e tentamos fazer com que elas sejam nosso objetivo a ser atingido? Será isso a mais pura tradução de determinação? Ou o medo de mudar? Acho que a simples idéia de mudar nos causa sim um certo receio, pois enquanto temos tudo esquematizado, e as rédeas da vida em nossas mãos, a impressão que dá é a de que nada vai fugir do nosso controle.

Desculpem-me os rígidos, e os céticos, os inflexíveis e os cabeçudos, mas é a minha fase de transformação, mexendo comigo a cada segundo..... e é isso que me faz ver que a vida mais sem graça que existe é a de saber tudo que vai acontecer a todo momento, a de viver todo dia a mesma coisa, e escrever sua história com a caneta do tédio....isso para mim seria a mesma coisa que morrer um pouco por dia.

E é uma coisa muito Nancy....querer que todo mundo experimente as sensações que eu vivo a cada momento... e daí eu queria colocar num frasco e dar pra todo mundo beber.


Entendo que o medo do inesperado possa nos levar à ‘encaramujação’....mas pra viver é preciso sim ter coragem....coragem pra se deparar com o amanhã imprevisível, para lutar pelo que se quer, para se dar ao direito de fazer escolhas e arcar com suas conseqüências, para enfrentar o desconhecido, para entrar em contato com seus próprios sentimentos, aceitar-se....enfim, se estamos vivos, vamos fazer da vida um dia de cada vez.....e não nos fecharmos em pensamentos impermeáveis e nos vedarmos as mudanças para todo o sempre. Eu confesso, às vezes não tenho coragem, mas pelo menos me dou o direito de mudar amanhã..., ou não! Oras não sou perfeita mesmo!?

Hoje estou sim muito pensativa....com ‘idéia fixa’ dessa mania das pessoas não pensarem no tanto que estão deixando de serem felizes..... a felicidade é uma energia, circula no é dando que se recebe...se não está dentro, não há fora.
Vou procurar circular... se errei vou respirar fundo e pensar, se acertei vou tentar outras formas também pra viver melhor ainda....eu sou assim...uma idéia mutante, com idéia fixa de mudar!




Ps. A foto antes de operar e 6 meses depois com minha Benchmark Liana!

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

O que você come? = Como você vive?




Venho pensando na intima relação que temos com a comida desde que nascemos. A comida que nos dá a chance de crescermos e nos desenvolvermos, de nos protegermos, de termos autonomia física e mental.

Mas qual é nossa relação com a comida?
Pra meu espanto,
depois de ler vários artigos
escritos por pessoas estudiosas sobre o assunto,
e profissionais da área psicológica,
foi uma surpresa, descobrir que
a relação que temos com a comida
é a mesma que temos dos nossos sentimentos com o mundo.


Quer uma paralelo mais próximo?
Então faça duas colunas num papel em branco e escreva de um lado como você transa e do outro como você se alimenta.

Se você não degusta os alimentos, e não sente prazer nenhum ao comer, somente aquele ‘falso prazer’ de sentir a barriga cheia, e você for bem honesto com você mesmo, realmente sua coluna de ‘como você transa’ não vai ter nada muito diferente. Transar praticamente será uma forma de chegar ao fim, e não de aproveitar e ‘degustar o momento’.

Comer é sim um gesto muito cultural,
e desde que a nossa pequena
e mais legítima sociedade, nossa família,
nos ensinou que precisamos de sustância,
nós perdemos a ligação com o degustar,
e sentirmos o real prazer,
e passamos a ver a comida como um ‘fim’
o de encher a barriga e sentir-se saciado,


Para alguns ela cumpre um papel pior ainda (bom, difícil saber o que é pior na verdade), pois há quem coma só pra cumprir tabela, não tem nenhum sentimento por essa comida, sente a apatia total de quem se vê obrigado a engolir a gororoba, e isso não é nada bom!


Talvez seja uma forma, ‘calada’ de negar qualquer forma de envolvimento seu consigo mesmo, e o pior, com qualquer coisa exterior. Se você está dentro desse quadro, pergunte-se no que acha graça no mundo. Quando houve uma musica, você permite que ela lhe toque o coração? E uma paisagem bonita? Já se perguntou se está com medo de se machucar e por isso se esconde atrás de uma couraça de apatia?

Não dá pra negar que comer é um ato afetivo, começa quando nossa mãe nos dá o leite materno, resta a nós fazermos desse ato ser recheado de bons ou maus sentimentos.

Incrível como nossa relação com a comida
nos diz tanto sobre nós.

Para mim os tempos agora são de degustação.
Quero degustar os momentos, os sabores,
os beijos, as cores, as músicas,
a vida...e a partir daí, conhecer meus sentimentos
e me conhecer melhor.

Descobri que posso comer saudável e com prazer! O prazer está em como me relaciono com a comida no momento que a degusto...percebi que ando gostando mais das comidas delicadas, as quais me inspiram com seus sabores, do que nas 'pesadonas' nas quais sinto só o sal.

Se antes eu queria sentir a barriga cheia, agora quero sentir o coração quente! Afinal, é melhor viver (e sentir) do que apenas existir!

Uma ótima semana a todos.
Fiquem a vontade para comentar!
Bjs
Nanny

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Quem tem medo de ser magra?



E eu descobri que tinha...
ainda tenho, mas vai virar tinha já já.

Tudo é um processo, e nos processos temos sempre o direito de fazer escolhas, e o resultado dessas escolhas é que colhemos os frutos da nossa coragem ou da nossa fraqueza.

Pois é descobri que é preciso ter coragem pra admitir que tenho medo sim....e que esse medo, ou medos se não forem revisitados e encarados, entendidos e sublimados, não desaparecem, e o efeito que eles provocam, mesmo depois de sanados, é o de voltarem a aparecer. E aí colheremos a fraqueza de ficarmos negando que temos medo.

O medo na verdade é um sentimento natural do ser humano,
ele nos defende dos perigos, o que pode ser saudável,
mas também pode ser negativo e se tornar um autosabotador.


E isso já aconteceu comigo...lembram o que eu contei que emagreci 100 kgs e não consegui ficar sem o casaco adiposo que me envolvia..., pois é, pouco a pouco ele foi voltando...

Lendo um artigo sobre o medo de ser magra me vi em várias situações e senti até um certo conforto de saber que é normal as pessoas viverem esses momentos de conflito, onde o consciente diz siga adiante, e o inconsciente fica arrumando várias justificativas para te sabotar.

Não quero mais me justificar!
Quero seguir,
ir ao encontro do que quero,
do destino que eu escolhi para mim.


Por isso eu sempre falo tanto do autoconhecimento, e vou ser chata nisso até o fim.
Entendi que várias mensagens que enviamos ao nosso cérebro, se não forem escritas da maneira correta serão mal interpretadas.

Um exemplo disso é que se você disser a si mesma que quer "Perder" tantos kilos, seu corpo pode não ver isso com bons olhos, pois ninguém quer "sair perdedor" de nada. Não é uma palavra positiva, e você sente como se estivesse arrancando algo de você!

Então eu não quero perder nada!!

Quero me "libertar" de mais 25 kgs que envolvem a real "eu".

Há quase um mês atrás me peguei em meio a várias atitudes contra mim mesma:
Tranquei a academia,
comecei a comer bolinhos light todos os dias,
a fazer mais lanchinhos do que realmente precisaria e etc...
E percebi que comecei a comer mais pelo medo de sentir fome, medo de sentir frio.
Na verdade o medo de me sentir desprotegida!

Tudo bem, quem ler isso vai dizer..."Cara, essa daí é fanática!!" Não, não sou! Se eu me dispus a passar por uma gastroplastia, há quase 6 meses atrás, eu deveria pensar em um ano de investimento na libertação da maior quantidade de kilos que conseguisse...então, acho que de repente passei a me desviar desse foco.

Mas com o incentivo da terapia, das pessoas que me rodeiam e de minha família, eu vou continuar.

Hoje voltei para a academia e malhei pra caramba...suei muito mesmo! Mas em cada gota eu me sentia mais perto do meu objetivo.

Quero ser magra sim! Quero me sentir saudável, bonita e feliz!
Por isso vou olhar no espelho todos os dias e me perguntar: E aí, quem tem medo de ser magra??Uma ótima semana a todos.
bjs
Nanny

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Quem sou eu, por mim mesma!


Outro dia me perguntaram: - Depois de todas as transformações pelas quais você já passou, quem é a Nancy hoje?
Daí, depois de pensar um pouco, aí vou ‘Eu’...35 kgs mais magrinha!!!!

Eu sou uma frase...
que alguém disse por dizer e não pensou na profundidade das palavras.
Quem já me conhece a mais tempo diria que eu sou um texto, outros, um livro inteiro....pois não sou muito de resumir, ....prefiro que as pessoas se fartem do que passem fome.
Sou feliz como se esse chip já tivesse nascido dentro de mim com uma carga extra de endorfina, que independe do estar ou ter, apenas sou desse jeito, sei lá.
Medo eu tenho sim! O de ter medo de fazer as coisas que quero, de dizer o que tenho vontade e de ir aonde quero estar..... resumindo, seria o medo de não ser eu!
No mais eu me sinto a vontade... tão a vontade que quem me conhece, pode me odiar a primeira vista, mas todos corremos nossos riscos.
Quanto mais a madureza inevitável da idade biológica me alcança, mais eu penso que a liberdade é impagável, e por isso eu mesma me acho muitas vezes um ser humano meio às avessas...mas confio no meu bom coração.
E essa liberdade a que me refiro não é a exterior, em que tantos podem pensar, num estado civil, ou coisa e tal....não! Falo aqui da minha liberdade interior. Se antes eu me sentia dentro de uma kitnet, hoje me sinto numa fazenda...o espaço é tão grande que às vezes me perco dentro de mim...mas, quem não se perde assim? Melhor sensação não há!
Para mim tesouro são palavras, e as palavras são como o tempo, se deixa-las passar podem voltar, mas serão outras...como o tempo à frente nunca será igual o que se foi, e por isso agarro-me a elas e vou!
Gosto de tudo que me proporcione a alegria de simplesmente ser eu. De fazer coisas que sejam únicas, pois uma criação é peça original, e não merece ser feita em série.
Pinto, escrevo, me enfeito, cozinho, bordo, toco um instrumento, falo, leio, amo, sinto, escuto música, analiso, abraço, penso, me emociono e bebo muito vinho....ah! isso eu já descobri que alimenta meu espírito, e se tenho um vício, além do de falar demais, é esse, o vinho. E o melhor de tudo é que do vinho tiro o veneno e o antídoto para as horas que bem entender....não sei explicar como funciona, mas é perfeito, é divino.
o racional me escapa, faço conta só para saber quantos dias faltam para o fim de semana. Números? só os dos batons. Bens? Só o meu bem-querer....mas como ninguém é perfeito, eu me gosto assim mesmo.
Se eu fosse uma música, seria alguma de Cole Porter, difícil dizer exatamente qual, pois uma música seria muito pequena pra me cantar inteira. Se eu fosse uma cidade, por enquanto seria uma cidade nevada, mas com céu azul: casas aconchegantes de estilo alemão, e sempre cheia de motivos para se esquentar com vinho, já que há muita neve lá fora.
Sou confortável.... gosto de me sentir segura dentro do meu conforto, porém ao mesmo tempo eu me atiro para fora do colchão porque uma necessidade de realizar quer que eu saia do lugar a qualquer custo.
E nessa hora sou uma batalha, meio como a do cavalo de tróia, eu me espezinho, me aconselho, me ataco de surpresa, me defendo, de repente paro e deixo tudo como está, me dou uns petelecos, e fico assistindo para ver quem vai ganhar..., mas até com isso eu me divirto pois nunca sei qual vai ser o final.
Enfim, para mim, eu sou assim: não se trata de como as coisas são, mas de como eu as faço serem!

terça-feira, 28 de julho de 2009

Na gripe Manoelítica, só dez por cento é mentira!


Olhe onde você não está

Lembre das viagens que não fez

Repita o que nunca ouviu

E a poesia acontecerá em você!

Nancy S.




Vi o documentário do poeta Manoel de Barros,
'Só dez por cento é mentira' ontem e fiquei contagiada,

ainda mais porque vivo das palavras,

e talvez eu tenha mais sorte por isso,

do que ele próprio que teve que comprar seu ócio!



‘Se os fatos não correspondem à ficção, pior para os fatos!’

‘...eu não saio de mim nem para pescar!’

Realmente uma delicadeza literária! Vale a pena assistir.



Sem falar que ele tem razão....

Invenção não é mentira, é simbologia, do que sente-se no fundo da alma

Escrever é assim.....só quem escreve sabe as histórias que carrega no seu interior.

E é preciso coragem pra ser o que se quer, e não o que os outros esperam que você seja.

Mas quem tem esse olhar torto de poeta ou escritor, que ele mesmo diz, tem coragem de ser

aquilo que simplesmente é, eu sei porque sou assim, e agora eu vi, que não sou tão louca assim....


Importante é também comentar que no tocante à poesia, que é o contexto de Manoel,

é um tanto mais delicado, porque a poesia requer descobrimento, e o mais interessante

é que cada um vai se ver naquilo que ler, ninguém vê poesia igual, a leitura é particular e única.



Só sei dizer que no final do documentário aconteceu....

Peguei a gripe manoelítica...e essa eu quero passar pra frente

A cura? só com vacina de escrever,

Se é que alguém vai querer se curar...

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Top Blog




Meu blog foi indicado!
Se quiserem votar tudo bem!
Senão, continuem acompanhando que tá ótimo!

Vamos filosofar um pouco? Então Kant comigo!

Ontem lendo um texto de um homem com grande conhecimento em filosofia, recordei de quantos estudos realizei, em consequência de bolsas pesquisa, que me proporcionaram 4 anos com 100% de isenção de mensalidade na faculdade.
Mas não podia ter sido melhor, pois enquanto todo mundo fugia dessas matérias, eu adorava viajar pelos meridianos do ser humano, sempre apostando na teoria daquele que fosse desvenda-lo com mais profundidade.
É, vocês tem toda razão se me disserem que filósofos, sociólogos e até os pais da comunicação, expressavam-se de maneira complexa, e eu justificarei dizendo que para falar de assuntos tão complexos, restariam poucas expressões simplistas que conseguiriam dizer tudo.
Lembro-me ainda que adorei a primeira vez que li ‘O meio é a mensagem’, e daí logo pensei: Pois é como desvincular nosso conteúdo interior do ambiente no qual nos desenvolvemos? (uma interpretação particular minha).
E daí vi que uma coisa completava a outra, ou seja as teorias filosóficas, da comunicação, e etc em conjunto mostram várias facetas de uma única história: O ser humano procurando a sua essência.
Nossa identidade cultural, as regras da sociedade, a educação que nossos pais nos deram, e todo o repertório que por décadas vamos adquirindo, vão se entrelaçando dentro de nós de um jeito que podem acabar criando imensos ‘nós’, se não forem organizados.
Uma vez lembro ter estudado um livro de psicanálise do comportamento humano, de Jean-Marrie (não me lembro o sobrenome) que falava sobre atitudes que realizamos para nos sentirmos menos culpados e aceitos, como dar dinheiro no farol. Recordo-me claramente de pensar: Nossa! Queremos nos desculpar por sermos felizes! Por isso McLuhan para mim vai estar sempre tão atual: ‘...Meios geram ambientes que moldam os tipos de sociedades e as formas de vida, com conseqüências profundas no homem. É por isso que o meio é a mensagem’. É ele tem razão, o ser humano está sempre preocupado com o que os outros vão pensar, com o que vão dizer sobre mim, sobre você, sobre todos nós, e é a mensagem que os meios subliminarmente enviam de volta a nós.
Por isso eu pergunto: E o que nós pensamos sobre nós mesmos? Isso deveria ser o mais importante não é mesmo? Mas pra responder isso precisamos nos sentir independentes, meio que expatriados do nosso meio. E isso não é fácil, pois não falo aqui da independência numa atitude contraventora, que fere o direito do próximo, mas sim numa atitude de ciência de si mesmo.
Por isso eu gosto tanto de um cara, que lá da Prússia escreveu o seguinte: ‘...o conhecimento, não é o reflexo do objeto exterior. É o próprio espírito humano que constrói - com os dados do conhecimento sensível - o objeto do seu saber.’
(Immanuel Kant, descrito por Fichte, como 'a razão pura encarnada').
E eu acrescentaria: ‘leia, reflita, conheça a ti mesmo e alcançará a tua tão feliz liberdade!’
Então kant comigo!
Uma ótima segunda a todos.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

ESCOLHAS

Gostaria hoje de falar sobre as escolhas que fazemos e que muitas vezes, deixamos de fazer.

Eu sempre digo que o mais fantástico da vida é termos o direito de fazer escolhas, de mudar de idéia de seguirmos por um caminho, e se quisermos, tentar outro. Porém fazer escolhas nem sempre é fácil, pois inclui arcarmos com as consequências dessa escolha. E daí dá uma vontade de gritar: HEI!!! ALGUÉM ME DÁ UMA LUZ??? ALGUÉM AÍ PODE ME DIZER O QUE EU FAÇO???

Desde que eu fiz a cirurgia de redução do estômago, eu decidi que seria verdadeira comigo, e que tomaria as minhas decisões baseada no mais saudável para mim. Sempre buscando a minha felicidade, sem ferir o direito do outro. Isso, depois de uma passado onde por várias vezes atropelei meus sentimentos sem meias medidas.

Porém, neste momento de minha vida, me peguei atropelando meus sentimentos novamente. E desta vez foi uma surpresa para mim me perceber, de repente, e me pegar com a boca na botija, o susto foi grande. Eu chorei e fiquei bem chateada comigo, parei, pensei e tive que ter aquela paciência toda de entender o que estava se passando. Mas em seguida pensei... eu enxerguei, desta vez eu quis ver! E o melhor de tudo foi que não me submeti a ‘comer minhas emoções’.

Lembrei-me então das palavras da minha terapeuta, quando me disse que nós somos responsáveis somente por nossas escolhas e não pelas escolhas ‘do outro’. E pensei: É verdade, por mais que eu queira que uma amiga ou amigo sigam por tal caminho, eu não posso me sentir responsável pela escolha deles. Temos que amar as pessoas como elas são, e amá-las até nas horas em que trilham por um caminho que não seja o melhor. Cada um tem o direito de escolher por onde quer seguir. E isso serve para nós mesmos, por isso quando escolhi não comer minhas emoções eu me amei. E isso deixou meu coração mais leve.

E que cada um de nós faça as melhores escolhas...
Escolher ser feliz ou triste, viver bem ou mal, resolver os problemas ou se alimentar deles, seguir em frente em busca da felicidade ou se contentar com a situação em que vive agora, aspirar por um futuro feliz ou viver na sombra do passado.....
Então que tal escolher ser feliz hoje?
Eu vou tentar!

Um beijo a todos
Nanny

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Por quê? Por quê? Por quê?



Na semana passada em três conversas, com três pessoas diferentes, me peguei participando de discussões nas quais as pessoas se perguntavam porque viveram algumas situações difíceis no passado, as quais muitas vezes elas não conseguiam entender o porque, e percebi em algumas delas um tom de frustração por não terem uma resposta palpável que lhes preenchesse essa dúvida. Bom, como eu gosto de pensar sobre muitos assuntos, vou aqui expor minha opinião, baseada no modo como, de forma meio que autodidata, criativa e muitas vezes até intuitiva, eu construí a minha teoria da evolução!

Sou partidária de que no universo existe uma lei natural de evolução, o que justifica a evolução das espécies, e o que consequentemente, apoiada no esforço do homem, gerou também evolução do conhecimento, da ciência, da tecnologia, etc. Ora, se essa força do universo nos impulsiona a evoluir, porque faria isso somente na forma física? E se fosse assim, a própria evolução do saber já fugiria disso, certo? Então porque não ir mais além e pensar que essa lei natural também nos impulsiona à evolução de nós como seres humanos por inteiro? Quero dizer emocionalmente, moralmente etc.

Para mim, isso vem responder a muitos porquês, a muitos encontros e desencontros e a todo o tipo de situação pelas quais passamos. É só avaliarmos nossa história, uma tão diferente da outra, já que não existe um ser humano idêntico a outro. Se analisarmos os tipos de situações pelas quais já passamos e vermos os tipos de situações que vivemos hoje, talvez possamos responder alguns desses porques. Primeiro ponto é que se a lei da evolução existe, é porque não somos perfeitos, senão não teríamos para onde evoluir, certo? Então eu parto do princípio que temos sim coisas para nos melhorarmos. E segundo, a própria diversidade evolutiva nos faz evoluir, pois o erro de um pode impulsionar o acerto de outro. Então penso mais ou menos assim: Se não conseguimos nos estimular com os erros ou acertos do outro, podemos olhar para dentro de nós mesmos. Será que hoje vivemos igualzinho ao que vivíamos ontem? Se nada mudou em nós, devemos então estarmos passando por situações padronizadas, pela mesma recorrência de acontecimentos, encontrando pela frente os mesmos obstáculos, repetindo-nos nos mesmos erros, namorando com o mesmo perfil de companheiro (a), enfim, vivendo num ciclo vicioso. E além de estarmos vivendo tudo isso, com um tremendo ar de insatisfação, porque nós fomos criados para evoluir, e se não evoluímos, estamos sempre insatisfeitos, devemos estar achando que estamos no mundo para sofrer.

E isso não é verdade, está mais do que óbvio que se o universo nos empurra a caminho de uma evolução constante, e nós mostramos resistência, ele estará nos proporcionando o mesmo ciclo de repetições, como se quisesse que evoluíssemos e superemos esse obstáculo, de forma insistente, a fim de que cumpramos nosso papel, o de evoluir! Portanto, quanto mais somos renitentes no erro, nas posturas erradas do agir, mais vamos contra a evolução, e se ela é uma lei natural, tudo se volta contra nós. Tudo é evolução, e falando no lado positivo agora, quando o tempo passa e superamos nossos erros, limitações e superamos situações, numa forma de avançarmos, olharemos para trás, e veremos o quanto evoluímos, o quanto estamos melhores, o quanto tudo a nossa volta se movimentou de forma positiva, e nos sentiremos recompensados pela satisfação de sentir felicidade em nós.

Veremos então que hoje o próprio universo nos oferece melhores condições, melhores oportunidades, e o quanto hoje somos mais felizes do que ontem. Por quê? Porque evoluímos, e tudo que diz respeito em relação à nossa vida, evoluiu também e aí olhar para trás é como olhar para baixo, para o começo da escada. Isso mesmo, ultrapassamos os obstáculos, subimos degraus e estamos naturalmente acompanhando a lei da evolução.

Por isso quando olharmos para trás e nos perguntarmos, porque passamos por determinadas situações, ou qualquer outro porque, procuremos a evolução natural da espécie como resposta, pois essa é a lei que rege o universo. Agora, se você quiser saber o porquê sofreu tanto tempo dentro de alguma determinada situação, aí olhe para dentro de você mesmo e se pergunte quanto tempo demorou para enxergar que a chave para sair desse problema estava todo tempo na suas mãos, e por quanto tempo esperou que o universo viesse e resolvesse esse problema. Mas o bom é sempre entendermos que a evolução é um processo natural, cada um tem seu tempo, seu ritmo, e o importante não é nem quanto tempo levamos para encarar a situação de frente e mudar, ou seja para evoluir, e sim que finalmente evoluímos!

A evolução é inerente a cada um, um princípio que nasceu conosco, e se vamos contra ela só nos depararemos com a desarmonia. Como evoluir? Ao mesmo tempo que sabemos como, não sabemos que sabemos. Como assim? Vou explicar: nosso instinto de sobrevivência nos ajuda não só a preservar nossa espécie, mas a evoluí-la, por isso que mesmo de forma intuitiva, damos um jeito de mudar as coisas.

Porque cada um passa por experiências às vezes tão diferentes, às vezes tão semelhantes à dos outros? Eu explicaria da seguinte forma: Cada um está num grau dentro da escala evolutiva, e isso não tem a ver com posição social ou econômica, e sim do ser humano como um todo. Assim, possuímos uma energia própria, de acordo com nosso grau evolutivo, e dessa forma atraímos e somos atraídos a certas pessoas, lugares, situações, etc.

Apesar de eu ter dito que tudo isso são suposições minhas, as quais não classifico nem como verdade ou mesmo inverdade, e apenas um jeito criativo de entender o universo, existe uma coisa da qual tenho 100% de certeza: quanto mais temos vontade de sermos felizes e nos movimentamos para isso, o universo conspira a nosso favor e tudo acontece. Então preste mais atenção nos movimentos do universo, e mais, na sua evolução pessoal.

Sei que o texto foi longo, mas gostaria de deixar algumas dicas para quando a felicidade bater à sua porta:
- Acredite, você fez por merecer.
- Seja grato com o universo, e ele será com você também.
- Liberte os fantasmas do passado, e não espere que a qualquer momento eles reapareçam.
- Se dê a chance de viver essa felicidade
- Não fantasie, realize.
Afinal nós vivemos a vida na qual acreditamos!

Beijos a todos e uma linda semana

terça-feira, 14 de julho de 2009

Hoje

Escrevi este texto pensando em como viver o "hoje" sem ansiarmos o que está por vir é bom!
Espero que gostem.

Hoje

Hoje quero ser feliz
Quero que cada minuto do meu dia seja um alento a meu coração
Quero que as palavras que eu disser tragam alegria, harmonia, consolo
Quero construir as horas com a história deste dia
Quero estar aqui e agora, unindo meu corpo e minha mente em uma só vertente

Hoje quero pensar
No que vou fazer nas próximas horas e no que agora me vem às mãos
Quero pensar no que posso fazer hoje pra que o meu pequeno mundo possa ser melhor
Quero que as horas me ajudem a crescer, ampliar meus horizontes de minutos

Hoje quero descansar
Descansar da ansiedade que me faz voar a um futuro obscuro,
Obscuro, pois eu não sei o que se passa por lá
Quero que a paz do agora me encha o coração de satisfação
Aproveitar os segundos que tenho nas mãos e não tentar segurar as ilusões do que ainda não vivi.

Hoje quero lembrar
Das coisas boas que vivi no ontem trazendo calor ao coração
Das pessoas que tanto amo, sentindo aquela saudade boa, onde amamos de perto mesmo quem está ao longe
Dos momentos não tão bons do passado e pensar no que faria hoje se hoje eu pudesse consertá-los, e com isso aprender.

Hoje quero me perdoar
Entender o que sinto e abrir mão de me culpar, vivendo a leveza de quem sou, e assim me respeitar
Respirar fundo pelo medo que senti, e me sentir protegida pelo hoje que me envolve.
Me encarando de frente sem preocupação, e vendo todos os meus defeitos como um motivo a mais pra viver o hoje

Hoje quero agradecer
Comemorar minhas conquistas até hoje alcançadas e pelas que as próximas horas me trarão
Por ter mais um dia para tentar, realizar, seguir em frente
E também pelo que ontem possa ter me feito chorar, mas que hoje me faz crescer, oportunidades que com certeza me fazem olhar a vida hoje de forma mais interessante

Hoje quero sorrir
Alegrando-me pelo dia todo que tenho pela frente
Recebendo como presente as surpresas do que não estou a esperar
Sorrindo do bom dia ao boa noite e sentindo meu sorriso contagiar

Hoje quero amar
Quero amar e ser amada, sentindo-me livre e plena para viver este sentimento por inteiro, hoje
Quero amar sem preconceito, sentindo a alegria da felicidade pelo outro ao meu lado e não temendo pela posse do "ter" que só traz a angústia.

Hoje quero viver
Viver intensamente os períodos que este dia tem a me oferecer
Sorrir, chorar, dar as mãos, abraçar, aconselhar, escutar...
E assim eu vou viver, um dia de cada vez, sentindo as emoções do hoje até os 112!


Nancy Steagall
14 07 2009

domingo, 12 de julho de 2009

Só aquele que há no outro nos mostra como nós somos


Acabei de escutar esta frase, em um filme, e deve ser de algum grande pensador, que me fez pensar o quanto nós nos encontramos no olhar do outro, no medo do outro, na culpa do outro. Hoje eu vivi uma experiência muito diferente, e pude sentir um sentimento ao mesmo tempo de alívio ao mesmo tempo de necessidade de me proteger, e de repente me peguei comendo emoções. Tinha que resolver um assunto com um ex-namorado, e eu sempre tive dificuldade de resolver algo inacabado, ou melhor dizendo, mal inacabado. Pensei com calma em como resolver da melhor maneira, e marcamos um almoço. Almoçamos, ele pegou algumas poucas coisas dele que ainda estavam comigo -as quais me senti aliviada por vê-las irem embora-, e daí então eu disse que não me sentia bem de ele entrar na minha casa. E essa era a verdade mesmo....mas a algum tempo atrás eu engoliria isso e nunca conseguiria dizer....talvez por não querer magoar, talvez por dificuldade mesmo de me desligar do passado, talvez por motivos que eu até desconheça....mas eu consegui, com calma e um pouco de medo. E depois eu comecei a comer bobagens, nada demais e nem compulsivamente, mas percebi que precisava naquele momento me sentir protegida. Porém o importante pra mim é que eu me peguei mais madura, mais amável comigo e com meus sentimentos, e comendo às claras e não me escondendo de mim mesma. Eu me respeitei, me libertei do passado, e aquela ansiedade de como resolver, e terminar e ainda mais, de me desligar do passado, foi superada por este dia. Eu consegui realizar, e agora me sinto livre para continuar, para viver o futuro e ser feliz. Sim, ainda preciso passar por mais alguns desses testes da vida até não sentir mais a necessidade de comer essas emoções. Hoje já são 34 kilos de peso a menos, e 34.000 fagulhas de alegria a mais. Estou mais calma, aprendendo que sou humana, erro, sofro, sinto, choro, mas que sempre há o amanhã pra continuarmos e acertarmos. Ontem fui a uma festa de aniversário, e me senti uma ´pessoa normal´, para mim é claro. Eu comi docinhos, bolo, e tudo o mais. Me senti confiante. A comida não me domina, no sentido de que não me sinto mais obrigada a contar pontos ou calorias e me vigiar e controlar.....mais uma vez me sinto livre. E é tão bom, e é tão leve, e é tão feliz. Me dá um sentimento de satisfação, aquela felicidade além da felicidade que eu comentei em alguns momentos nesta semana com algumas pessoas. Lutar pelo que queremos, ou termos a coragem de enfrentar nossos medos para lutarmos pela nossa felicidade, saindo da nossa zona de conforto, é muitas vezes uma luta interior, que num primeiro momento pode não trazer aquela alegria dourada, mas no fim do arco-iris há um pote de ouro sim! Acreditem, de coração. Vale a pena ser feliz, vale pena tirarmos nossas máscaras e nos enxergarmos como realmente somos. E podemos começar nos vendo no olhar do outro, que tanto tem a dizer sobre nós!
Um lindo domingo a todos, ah! sexta comprei uma calça 5 manequins menores do que quando comecei.
bjs
Nanny

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Não tem preço!

Hoje pela manhã, levantei-me a passos lentos e depois de despir o pijama quentinho, caminhei em direção a balança. O visor piscou, piscou e de repente eu tive confirmada a surpresa! Cheguei a onde eu tanto queria! Nem acreditava, desci e subi novamente, e os números foram confirmados! Ajoelhei no chão da sala de alegria e agradeci por ter chegado este dia. E tantas coisas passaram pela minha cabeça enquanto eu me vestia as 06:30 da manhã para ir ao trabalho. Lembrei de quando pensei num dia na hipótese de ter um bebê, e logo em seguida pensar que nem conseguiria agachar para brincar com meu filho ou filha....lembrei de todos os remédios que tomava por dia, e do quanto eu me sentia culpada, por de alguma forma, ter me deixado chegar naquela situação..... lembrei das minhas inseguranças, e de todas as vezes que me olhava no espelho e via reletida diante de mim uma imagem que não era a minha. Mas também fiquei orgulhosa de mim por uns instantes, por estar vivendo tudo isso e sempre ter sido feliz e grata pela vida que tinha, e por me ver uma pessoa tão acarinhada pela vida, meus amigos e minha família... eu nunca estive só! Saí de casa, as ruas ainda escuras, e eu escutei a música que me lembrou um momento, uma pessoa... e agradeci também por ela estar fazendo parte deste trecho de minha vida. Pensei em todas as coisas boas que me rodeiam, e que eu estava indo em direção ao meu trabalho, lugar que tanto amo. Não consegui segurar meu sorriso nem por um instante. Quando desci do ônibus as ruas já estava claras e o trechinho de céu azul que vi, me lembrou o quanto o universo é sábio, ao ter me dado oportunidades durante todos esses anos, para que eu me preparasse para o dia de hoje. Sim, eu acredito em meu coração que tudo tem seu momento certo, e que essa máquina do destino que nos conduz, sabe exatamente em que estação devemos descer. Isso é, se quisermos, é claro, pois ainda temos a total liberdade de escolher, se queremos ficar ou seguir.
E eu cheguei até a minha meta pessoal. São 33 kilos de felicidade, de confiança, de auto-estima, de gratidão. Pois estar saudável e feliz, não tem preço, e não há dinheiro algum no mundo que nos dê essa compensação. A minha jornada ainda continuará por mais 17 kilos, mas por enquanto eu cumpri o que prometi a mim mesma!Fiz por amor a vida, por amor a mim e às pessoas que me rodeiam.
Como eu cheguei? Confiei, acreditei, me respeitei e principalmente, nunca desisti. Pois apesar de nunca ter visto Deus, eu acredito que se ele se deu ao trabalho que criar todos nós, não foi para sofrermos, e sim para sermos 100% felizes, todos os dias!
E que assim seja!
bjs a todos
Nanny

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Pequetito conto da manhã chuvosa

Hoje acordei resfriada, porém congestionada de alegria.
Uma alegria simplória, aquela de criança, mas numa cabeça e corpo de mulher.
Senti o cair da chuva nos passos rápidos que me permitem o peso diminuto de meu corpo, e a leveza da alegria sobre a minha alma.
Suspirei dentro da pashmina que me envolvia o fino pescoço.
E pensei... bom mesmo é a alegria ocupar espaço imenso, e ser leve.
Pois quanto mais brinco de substituir peso por alegria, mais eu apareço...
Mais me florescem as sensações e isso me desperta um profundo alento.
Mais alguns passos e eu me lembrei do doce sorriso de alguém.
Alguém que conheci há pouco, mas que é tão presente em mim.
Ah! Que bem-estar, e respirei fundo mais algumas vezes...
Lembrei de Beethoven, assim, como se por alguma possível convivência tivéssemos uma ligação, e falei em pensamento a frase que mais me alimenta o coração: “Não há nada mais belo do que distribuir a felicidade por muitas pessoas.”
E para mim esse dizer disse tudo.
A paz chiou no meu peito e eu tossi a esperança de um dia melhor ainda do que muitos que já tive. Será possível?
Sim, sempre!
E é somente por esse motivo que sigo todos os dias, nessa aventura mágica de uma vida que me surpreende a cada momento com presentes preciosos!
Uma linda semana a todos
Nanny

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Viver o momento e deixar o universo se movimentar


Esse está sendo meu ponto alto deste momento. A vida toda fiquei tentando estabelecer padrões e situações para que eu mesma, de algum modo, pudesse me sentir segura. Porém porque será que tinha a necessidade, no fundo tão cruel, de colocar um título em tudo?? Ou o cara é namorado ou não é nada, ou é amiga íntima ou não é nada, ou eu sou corintians ou então é marmelada, ou eu estou na moda ou to fora da rodinha!!! Calma, respiração cachorrinho...risos.
Nessa semana minha psicóloga me passou um artigo sobre a autosabotagem e aí eu fui entender porque eu era tão rígida. Essa coisa de fazer manha e querer que tudo esteja pré-estabelecido é coisa de criança. E daí tudo ficou claro, minha menina sabota minha mulher. Porque é tão difícil conhecer um cara e viver aquele momento sem criar expectativas futuras? Mas ando fazendo essa experiência comigo....depois de altos papos com minha menina interior....e ando me sentindo tão mais leve....sem esperas, sem expectativas percebi o quanto a vida é mais leve. Pois podemos deixar o universo se movimentar e a vida nos surpreender. Cada um tem seu ritmo, e não podemos impor a ninguém medidas por obrigação, pois não queremos que ninguém aja assim conosco também. Então vamos ser mais leves, nos fixar no aqui e agora, viver intensamente o momento que temos nas mãos....e as ilusões....nenhum alimento a elas, Xô a todas!!!!!
Afinal de contas o que queremos é estar na realidade, então que ela venha carregada de tudo o que for bom e saudável para nós. Que o universo conspire e faça a sua parte de unir as almas a fim, no trabalho na vida pessoal, enfim. Pois isso é um trabalho inato dele, e ninguém faz trabalho melhor que este. Sejamos leves com nossas autocobranças, saibamos nos entender e respeitar o nosso passo, para assim, entendermos melhor o outro. Afinal, ninguém quer saber o presente que vai ganhar, bom mesmo é abrir o pacote e ter a surpresa final! Uma linda semana a todos carregada da magia real, aquela que realmente faz acontecer!

terça-feira, 9 de junho de 2009

Presentes da vida que ficam para sempre!



E as vésperas do dia dos namorados, o amor vaga pelo ar envolvendo os corações adolescentes. E foi nessa época cor de rosa que a vida me presentou com um momento mágico. Já há mais de um ano sem ter contato com um ex-namorado (ao qual darei o codenome de Luis), que fez parte de um momento muito importante de minha vida, entre os anos de 2006 e 2007, tive notícias via msn e orkut e fiquei sabendo que estaria numa casa de salsa. Mas nesse mesmo dia eu tinha um aniversário, e como o Murph está sempre rodeando nossos pensamentos, eu já disse que ´se desse´eu iria...mas era já num tom de não vai dar. Enfim, fui ao aniver, estava super animado no bar 6:01, e quando já avançava a uma da matina, me deu uns cinco minutos eu eu disse: E se a gente fosse dançar salsa??? E minha amiga me olhou admirada do tipo (Essa louca tirou a salsa da onde a uma da manhã??) Acabamos que fomos, porque bomo boa escorpiana que sou, embuída de alto poder de persuasão, quando eu quero, eu consigo e fomos! Fui preparada pra tudo. Chegar lá e encontrar o Luis com outra, ou outras, pois sabe-se lá a uma da manhã se a coisa tá pegando e quem nessa já tá se garantindo. O pior que poderia acontecer era eu matar a minha vontade de ve-lo novamente e dançarmos salsa com um bando de desconhecidos. Chegamos ao local e eu, vestida de patricinha com olhos de cegatolina (pois imaginem só uma pessoa que usa quase três graus em cada vista, sem óculos a noite) procurei disfarçadamente pelo rapaz. Entramos, caminhamos até os fundos, subimos ao mezanino e descemos as escadas, quando de repente, como num filme da broadway ele me vê ao fim do último degrau: QUE ESPANTO! foi a cara que ele fez. Nos abraçamos, e foi mágico. Sabe quando toca aquela música ao fundo,....fundo do ouvido mesmo, e tudo ao redor para e só existe o que está acontecendo dentro de você?? Pois é nossa música tocou, era a mesma pra mim e pra ele. Ele estava admirado, quando namoramos eu era 30 kilos mais gordinha, e também passou muito tempo da última vez. Acho que nem pra mim e nem pra ele as últimas lembranças foram boas, pois tivemos uma última semana de namoro bem ruim e resolvi terminar. Nem discutimos, simplesmente apertamos o shutdown, e já era! Eu fiquei arrasada sim mas achei que era o melhor, e ele seguiu a vida dele. Voltando ao momento mágico, foi como se esquecessemos tudo o que foi de ruim. Eu vi outro Luis, era muito melhor do que aquele que eu tinha namorado, e ele viu uma Nancy Sensacional. Me senti a verdadeira Megasena, pois ele estava tão feliz, mas tão feliz que me apresentava a todos os amigos dele como a ex-futura-atual namorada. Era uma embriaguez só, mas nem era de alcool era de amor mesmo. Ele me falou tantas coisas sobre mim e tudo o que houve entre nós, que foi um dos momentos mias lindos que já vivi na vida. Pra mim tá eternizado, pois era tanto amor e tanta alegria, como se nada pudesse se abater sobre nós. Ele estava lá, sem máscaras dizendo que eu era uma mulher realmente para se casar. Olha nem sei aqui relatar tudo o que foi dito, só sei que foi coisa de Deus. Todo mundo deveria ter direito a um momento desses na vida. Nos beijamos e abraçamos a noite toda, envolvidos por uma manta de carinho tão macia que chegava a respirar devagar. Tudo isso foi até umas quatro e pouco da manhã. Ele fazia planos, mas eu só queria viver aquele momento, ali, e aquela hora. Ficou de me ligar no dia seguinte. Sim, eu esperei. não , ele não ligou. Mas pra mim foi providencial, pois eu ainda tinha muito daquele filme pra ver na minha mente. E demorei até o fim do dia pra ver tudo, e ainda faltou um pedaço. Minha adrenalina a mil.....sonhei, voei, viajei, vivi o momento além do espaço e do tempo, transcendi. Se ele vai me ligar ainda, ou quando?? eu nem penso sobre isso e acho melhor a vida seguir seu curso. Pois sinceramente acho que a adrenalina dele subiu tanto que ele disse mais do que conseguiria fazer e teve vontade de ir além da onde conseguiria chegar. Só sei que me proporcionou um dos momentos mais inesperados que já vivi, e é isso que vale. E contagiou a todos que estavam lá. Sabe o que é melhor do que ouvir de desconhecidos que você é linda? Você ouvir isso do homem que andou com você de mãos dadas na praia quando você estava recheando um biquini com 30 quilos a mais, e te apresentou aos amigos dele como se você fosse a mulher mais linda do mundo. Isso eu nunca vou esquecer. Ele gostou de mim mais do que eu mesma conseguia gostar!
Entenderam agora porque tudo foi tão especial.Eu realmentte não quero voltar ao passado, mas vamos dizer que isso foi um reconhecimento positivo por tudo e por todos que passaram em minha vida.
Só posso agradecer a Deus por nos ter proporcionado essa linda noite.
Essa fotinho??? Foi o modelito que eu estava usando quando vivi minha noite mágica!
Beijos a todos com 29 kilos de fagulhas de alegria!!!!!

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Só para compartilhar!

quinta-feira, 21 de maio de 2009

No vai e vem da sanfona – Never more!


Não esconda nem esqueça seus motivos. Eu emagreci 100kgs, porém não tratei o motivo pelo qual engordei e o resultado de tudo isso foi me manter em dieta constante e tomando remédios tarjados durante 10 anos, até que meu organismo não agüentou mais e num grito desesperado pela falta daquela proteção, pois o mundo ao meu redor me massacrava e eu não havia arrumado minha casa interior, tive que esconder tudo novamente, e engordei 40 kilos, os quais batalhei para conseguir emagrecer.
Não pense que simplesmente a gordura some e pronto. E mesmo que me tornei uma pessoa amargurada por causa disso. Não, definitivamente meu lema é mil fagulhas de alegria e eu, apesar de ser teimosa, tenho muito boa vontade em seguir o caminho certo. E isso depois que eu parei de mentir para mim mesma é claro.
Eu estou há 3 meses e 10 dias nesta fase do me auto-conhecer, do espelho da verdade comigo mesma, desde que fiz a cirurgia de redução doestômago prometi a mim mesma a verdade, nada além da verdade. Terapia toda semana sim! Vamos viver sem fantasmas, sem o peso no peito que pode aparecer para suprir a falta de peso. Por isso hoje não vou dizer 25 kilos a menos e sim 25 kilos mais feliz! Pois se tem alguma coisa que vale a pena pra substituir todo esse peso seu nome é FELICIDADE!

terça-feira, 12 de maio de 2009

O GUARDA-ROUPAS





TEXTO ESCRITO SEMANAS ANTES DA CIRURGIA!

Eu sempre busquei o que ser, o que fazer, ou sendo mais clara, no que me estabilizar, mas nessa minha busca desenfreada, as vezes, descobri que sabia fazer tantas coisas que a questão já não era mais sobre o que eu podia fazer, mas o que será que eu não conseguia fazer.

Quando eu era adolescente, digamos que eu não tinha o dom da beleza, então minha única forma de elogio era em cima do que eu conseguia fazer. Talvez seja uma revelação agora contar para minha irmã o quanto eu a invejava, no alto de sua beleza de olhos verdes e cabelão, sua perfeição escolar, porém eu no alto do meu peso não podia nem saber como ela se sentia. Houve uma fase da vida em que minha irmã e eu, praticamente com dois anos de diferença, éramos duas adolescentes procurando se entender. Mas ela me achava a popular, a adorada pelos primos e tios, a que cozinhava, bordava e tocava saxofone, enquanto ela não conseguiu sair das primeiras aulas, mas tinha um corpão, e o sucesso profissional, eu achava que ela tinha tudo e eu nada. Ainda me lembro de estarmos andando na rua e ela dizendo: -Eu não quero ser conhecida como sendo da família dos gordos! Eu dei risada após a sua colocação, mas acho que no fundo devo ter sentido suas mais profundas discriminações quanto ao estilo de vida que eu levava. Nessa época eu estava só um pouco preocupada com o assunto, mas como eu não conseguia emagrecer mesmo, e não tinha a menor noção do tamanho que eu era, tentava pensar em outras coisas, mas eram tantas coisas que acho que acabava não pensando em nada.

Me lembro que era uma disputa acirrada. Ela tinha os melhores trabalhos, e eu não conseguia passar de dar aulas particulares, ela era excelente aluna, e sempre se destacava. E eu, bom, eu pegava no livro e dormia, pois eu não conseguia entender matemática, e por duas vezes no ginásio, repeti em matemática, pois pra mim, não fazia o menor sentido. Eu era boa em outras coisas, teatro, fazer amigos, e de levar minhas atividades até o fim, enquanto que minha irmã tinha uma tendência a ser fogo de palha com as coisas. Mas com o passar dos anos, eu resolvi ir atrás do porque eu era gorda, e após tratamentos e muita determinação eu cumpri mais uma tarefa com sucesso, emagreci 100kgs, fiz várias cirurgias plásticas e me transformei na senhora perfeita por dentro e por fora.

Naquele momento eu percebi que minha irmã se desesperou, e simplesmente quanto mais eu emagrecia, mais ela engordava, pois não havia lugar para duas vencedoras no primeiro lugar do podium e lógico que nenhuma das duas queria ficar com o segundo lugar. Não me culpo, nem culpo a ela, pois nós duas fomos vítimas da síndrome do guarda-roupa.

Vou ainda estudar mais a fundo, mas penso que o nível da satisfação de uma pessoa é inversamente proporcional ao tamanho do seu guarda-roupa. Ta, eu explico melhor! Quando estamos vivendo plenamente, satisfeitos não sentimos necessidade de juntar qualificações, ou certificados de boa nisso ou naquilo. Resumindo, não temos necessidade de provar nada para ninguém, a não ser que esse alguém sejamos nós mesmos. E eu percebi que eu e minha irmã, passamos a vida somando, somando, somando, tantas coisas simplesmente por termos algum tempo de uma falsa satisfação, e depois abandonávamos todos os nossos dons, ou a maioria deles nas gavetas de um grande e bagunçado gurda-roupas. Percebi que eu não cozinhava porque eu gostava, mas sim porque era uma coisa que eu fazia bem, e isso me dava momentos de destaque. Estudei 5 anos de saxofone, não porque eu sonhava em ser musicista, mas porque era fácil e porque eu era boa em realizar tarefas, e com essa eu eu poderia ir até o fim. Por isso já não se tratava mais do que eu sonhava em fazer da minha vida, mas sim do que eu poderia fazer até o fim, sem ter nenhuma decepção, sem ser pior que as outras pessoas, sem ficar na desvantagem.

No final, quando caímos na realidade, e percebemos como a história começa e como ela foi ter um desenrolar tão adverso, é que nos damos conta que a sensação é a mesma de quando você compra, compra, compra, por comprar somente. Depois disso, a roupa fica lá, abandonada, já não vale mais nada, ela só foi capaz de produzir o efeito esperado por um único instante. Mas não fazemos isso porque somos maus, ou simples consumistas, e sim porque todos buscamos ser felizes, e nem sempre é da melhor forma.

Por isso é sempre bom deixarmos as portas, desse guarda-roupas, abertas, vasculharmos, tirarmos o que já não serve mais, reciclar, e garanto que haverá muitos momentos onde nos perguntaremos: “O que eu estava pensando quando eu comprei isto?” Não se culpe! Apenas sorria, porque vai soar engraçado mesmo, mas não ache muita graça, pois você pode deixar as coisas fugirem do controle.

O guarda-roupas é um bom meio de nos conhecermos. Hoje, acordei decidida a rever um lado do meu, que eu quase não abro. E aí eu mesma me perguntei o porque de quase nunca abri-lo. Pois quando eu tirei todos os cabides para fora lá estavam calças que não me serviam mais, sandálias altas demais, peças pequenas, peças grandes, muito escuras, ou que pareciam meio ultrapassadas, ou mesmo, nada a ver com o meu momento. Sim, até muitos dos quilos que eu emagreci eu coloquei de volta no meu guarda-roupas. E isso me doeu, ao me deixar obrigada a encarar o fato de que emagreci por muitos motivos, mas poucos deles estavam ligados ao que eu mesma achava sobre mim. E por isso minhas calças do tempo em que era magra estavam, umas sobre as outras penduradas num pesado cabide, simbolizando apenas um momento que eu vivi.

Estou há algumas semanas de realizar uma cirurgia bariátrica, e para que eu tenha a certeza de que eu estou fazendo isso por mim mesma, a fim de não engordar de novo, repetindo o erro da última vez, resolvi ir até as últimas conseqüências em me conhecer, saber quem eu sou, prestar atenção no que compro, no que como, nas opiniões que dou. Ta bom, eu sou doida, assumo isso, mas pelo menos estou tentando fazer alguma coisa pela minha felicidade, e me conectando a mim mesma. Procuro resgatar alguns acontecimentos, afinal de contas não tem aquele ditado, ou dizer, como queiram, que fala que pra não repetirmos os mesmos erros deveríamos estudar a nossa história. Tudo bem que foram historiadores que disseram isso, e que eu não sou nenhum país, mas vamos combinar que o interior de uma pessoa deve ser tão complexo, senão mais, do que a história de um país inteiro.

Mas hoje eu percebi um fato curioso sobre mim, eu que sempre tive o impulso de fazer altas faxinas no meu guarda-roupas e dar para doação sacolas e sacolas de roupas, pensei diferente . Simplesmente olhei para tudo com carinho, peça por peça, relembrei momentos, e decidi que não se tratava de sair esvaziando o armário. Ele é a minha história e eu não posso simplesmente sair distribuindo capítulos por aí.

Pela primeira vez, acho em anos, mas de 30 anos, eu não fui precipitada comigo. Agora não é a hora. Vai chegar o momento em que vou me sentir segura para saber o que fazer. Por enquanto, vou manter tudo organizado, arrumado com carinho e procurar visita-lo com mais frequência. Afinal de contas, como saber o que fazer se nem sabemos o que estamos sentindo?

Agora se trata do que eu gostaria muito de fazer da vida, e não de tudo que eu tenho capacidade para fazer. E quer saber, meus livros estão todos na estante. O futuro estava a portas abertas, eu é que demorei para ver.


AH! Ja faz 3 meses que operei o estômago e tenho mexido muito nomeu guarda-roupa, revisitando peças do passado e doando varias calças de numeros que nunca maisvou usar! rs tudo tem seu momento,...rs

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Aniversário de Cirurgia!


Hoje faz 3 meses que me submeti a uma cirurgia de redução do estômago.
Estou me sentindo mais bonita? Sim, estou! Mas não tenho palavras para o quanto me sinto mais saudável, mais disposta. Minha saúde se recuperou em 99% digo isso porque ainda tomo um comprimidinho para tireóide....o que não é nada perto do pacote de 6 remédios por dia que eu tomava antes. Agora me sinto jovem de novo, e meu espírito está tão grato e tão feliz que seu eu fosse uma bola explodiria antes de quicar novamente.
Já se foram 23,5 kilos, uma carga e tanto que eu estava carregando dia a dia. E eu vou dia a dia também descobrindo esta 'eu' que estava tão escondidinha debaixo disso tudo. Continuo sendo a mesma Nancy alegre, otimista e sonhadora, só que agora com uma pitada a mais de credibilidade em mim mesma, de segurança, e isso deve ser a famosa auto-estima!
Obrigada meu Deus por tudo, e vamos em frente que ainda faltam 30, mas eu tenho uma coisa a dizer. Eu nunca desisti, portanto nunca desista do seu sonho, e ele se realizará!
E meu sorrisão tá aí pra quem quiser conferir!

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Caminhando e cantando outra canção! Que tal tentar?


Ah! antes de eu começar o assunto, nesta já 22 kgs mais leve!

Enquando a música diz que continua caminhando e cantando e cantando a mesma canção, eu resolvi mudar de música. Me abrir para o novo. Isso, porque para poder reavaliar as coisas, ao contrário de revivê-las vou procurar viver outras experiências, me dar o direito de tomar outros pontos de vistas e daí sim, sob um novo olhar poderei rever, crescer, mudar. Acho que a maior mágica da vida está aí. Poder Mudar! Mudar de idéia, mudar de óculos, mudar de batom, mudar de estilo, simplesmente mudar de lado na cama....
Os inflexíveis que me desculpem, mas estes nunca alcançarão essa Óde à Mudança, onde as coisas evoluem, e o coador de pano já tem novos concorrentes. Simplesmente quem é inflexível nasce e morre ranzinza, porque crianças e velhos mudam. Erra quem diz que os velhos são inflexíveis....eles são os que mais se abrem às mudanças, num momento da vida onde deveriam estar fechados para balanço, eles se abrem de peito aberto às novas oportunidades da vida. E não temem a reprovação de terceiros. Mas os jovens são os que, ironicamente, mais sofrem com as mudanças. Já perceberam? Hoje se estou com vontade de usar o amarelo, vou ter que me contentar com o azul, pois é ele que está na moda, e já imaginou o que vão falar de mim se eu usar o amarelo? Queremos tanto ser aceitos, amados, incluídos, que a opinião alheia se torna muito mais importante que a nossa, e daí nos tornamos inflexíveis conosco mesmos. E vamos falar a verdade: Que chatice viver em função do que os outros vão pensar, do que a moda dita para vestir, do que o padrão determina como deve ser. Quem é inflexível, não surpreende, e sim entedia, e o tédio é o maior dos males do nosso século. Ele é o retrato do vazio, da falta de interesse, do que não nos satisfaz, ele apenas deprime, e a depressão se alastra e se dissemina tão rápido qual um resfriado.
Com tudo a que temos acesso nesse mundo, com tantas coisas para se fazer, viver, sonhar, realizar, construir, milhares de seres humanos estão sentados, entediados, de mãos e pé atados, esperando a felicidade surgir.
Seria muita injustiça se Deus nos fizesse um modelo de corpo tão perfeito e impotentes para sermos os donos da nossa própria felicidade. Se esta canção não te faz mais feliz, porque não mudar? Gostaria de saber quem foi que inventou a frase, que é quase o hino nacional dos inflexíveis: Eu sou assim!
Meu Deus!! Em que planeta essa pessoa está?? Nós podemos tudo, devemos o que desejamos e podemos viver plenamente.
Viver requer um tanto assim de criatividade, mas só o otimista é criativo, porque o pessimista espera sempre que alguém venha e faça acontecer, então vai precisar da criatividade pra que?
Às vezes os olhos nos traem, pois é tanta coisa pra ver que esquecemos dos olhos da alma, aqueles que nos fazem olhar para dentro, pensar, refletir, escolher uma outra canção e reavaliar.
Que tal dar uma paradinha agora pra fazer isso?
Escute aquele estilo de música que vc disse: Eu não gosto, e se pergunte porque não?!
Viver é todos os dias se dar a chance de experimentar. Afinal, como alguém já disse, tem gente que vive, e gente que apenas existe! E você?

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Quase nos 20!!!!


Estou muito feliz por estar saindo da casca....essa casca que por tanto tempo me envolveu e aonde eu estava tão encolhida que nem eu mesma sabia como eu era.....Mas graças a Deus, quando não desistimos tudo tem solução! É isso aí, sem meias palavras, meu antes e agora faltam 0,5 pros vinte!!!! E viva a gastroplastia!!!!
Viva!! Viva!!! Viva!!!!

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Onde andará o meu amor …

Quantas vezes não estivemos esperando alguém nos amar. Quantas vezes não idealizamos aquela medida do amor, aquela que queríamos de todo jeito encontrar e ter para o resto da vida. Mas hoje eu me pergunto: Será que eu sabia mesmo qual era essa medida que eu queria desse amor? Realmente acho que eu não sabia, pois eu estava simplesmente esperando que alguém viesse me amar, e me desse o amor que esta pessoa quisesse, que ela bem entendesse. Como se simplesmente alguém precisasse vir me amar, pra eu poder me sentir amada. Pois, o passar dos anos nos trás uma grata surpresa. A surpresa de nos darmos a chance de nos amarmos a nós mesmos. De nos tratarmos com carinho, de termos toda a consideração por nós mesmos. E eu muitas vezes questionei a frase “quero alguém que me ame como eu sou” Mas será que eu me amo do jeito que sou? E se não, como posso eu querer que alguém me aceite e entenda os meus motivos??? Ninguém nos vê do jeito que somos, quando nos escondemos por trás do que aparentamos. E hoje entendo que aceitar-me do jeito que sou não significa que devo me conformar e ficar assim. Muito pelo contrário, devo aceitar o meu não gostar de algumas coisas e buscar um modo de ser feliz. Me aceitar, é justamente entender as minhas insatisfações. Pois alguém pode vir sim e gostar de mim do jeito que sou, mas eu não vou estar feliz mesmo assim, pois meu problema não é com a aceitação do outro, e sim com a minha auto-aceitação. E quando vivemos esse momento de espera por esse amor, ficamos ansiosos, olhando ao nosso redor, na expectativa de viver uma situação que não depende de nós. Pela primeira vez eu me sinto em paz. E essa paz se chama amor. O amor que tive por mim quando resolvi há anos atrás fazer de tudo pra me sentir mais feliz, mais saudável, pois pra mim não importava se as pessoas me achavam bonita do jeito que eu era. Eu é que não me sentia feliz, pois não me sentia saudável. Por isso essa paz foi sendo construída a partir de todas as revoluções que fiz comigo mesma pra chegar até aqui. Agora descobri como é me sentir amada, pois eu mesma lutei pra ter o meu amor. E isso dá aquela felicidade, e isso fez com que agora as pessoas possam ver realmente o que mora no meu interior, e isso fez com que eu abandonasse minhas ansiedades, e com que eu me sentisse livre para amar, e pra saber realmente qual é a medida do amor que tenho pra dar. Agora eu descbri por onde andava o meu amor!