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segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Sentir, transformar, comunicar!


Experiência é percepção compreendida. – Kant

Eu confesso: Já vivi relacionamentos que naufragaram entre outras coisas por falta de comunicação. Eu mesmo acho que naufraguei por esse motivo.
Alguns se perguntarão: Você? Que fala pelos cotovelos, é supercomunicativa? Sim, eu! Mas falar, é diferente de expor sentimentos.

Acho que isso tem um pouco a ver com uma frase de kant
‘A sabedoria das mulheres não é raciocinar, é sentir.’

E acho que por muitas vezes eu fiquei tanto no sentir que não consegui achar a porta de saída pra exteriorizar em palavras e engoli, e engordei, e os sentimentos não viraram palavras, e as palavras não foram ditas.
Acho que muitas vezes não dizemos, não expressamos, por isso colocar em uma situação conflitante dois sentimentos intensos, o amor e medo.

‘Não há garantias. Do ponto de vista do medo, ninguém é forte o suficiente. Do ponto de vista do amor, ninguém é necessário.‘ – Kant

Pensei nessa frase, uma das mais intrigantes para mim. E eu pensava, como assim do ponto de vista do amor ninguém é necessário....e depois de alguns anos e muitas experiências, consegui enfim entender, que amor é sentimento que liberta, ˜ão está submisso ao medo...ele é maior, ele é a forma mais plena de sentimento.

Então por amor, a mim principalmente comecei a transformar sentimentos em palavras, e palavras em frases, e consegui exorcizar meus medos, e então realizei.

‘Quanto mais amor temos, tanto mais fácil fazemos a nossa passagem pelo mundo.’ – Kant

E percebi daí quanto tudo é mais simples, mais fácil, porque quando eu segurava meus sentimentos dentro de mim, eles se transformavam em monstros, e monstros assombram, e não nos deixam ver com clareza....acabam por vezes nos engolindo.

Hoje, ultrapassando a barreira de mais de 40 kilos que não eram meus, não são meus, eu me vejo cada vez mais....as palavras saem cada vez mais fácil, e eu me mantenho mais na realidade do que na imaginação, apesar desse território ser muito forte em mim, já que a felicidade, segundo Kant, não é um ideal da razão mas sim da imaginação. Mas o importante é conseguir realizá-la, transformando vontade em ação, comunicando sentimentos.

‘Duas coisas me enchem a alma de crescente admiração e respeito, quanto mais intensa e freqüentemente o pensamento delas se ocupa: o céu estrelado sobre mim e a lei moral dentro de mim.’ - Kant

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Expectativas!

Expectativa ou tentativa?
Querer ir além ou sonhar poder?
Tem que pagar pra ver
Tem que sentir pra machucar
Tem que sorrir pra recomeçar.


As expectativas são sucessões de esperanças ou sonhos a serem alcançados, só que não são declaradas, elas estão sempre acontecendo em paralelo aos acontecimentos reais. É como se passassem num universo paralelo, e quando nos damos conta...Bum! Elas estão lá....mas ao mesmo tempo que nós mesmo as construímos em um universo paralelo, elas são frágeis, e como castelos de areia podem num soprar de vento desmoronar, e aí é que nos damos conta de que passamos determinado tempo construindo expectativas.

Mas engana-se quem pensa que criamos expectativas apenas a respeito dos outros, nós construímos expectativas a respeito de nós mesmos, achando de repente que estamos prontos para viver determinadas situações, pra chegarmos em determinado lugar, e quando não conseguimos, sentimos o peso da frustração.

Então como dar um shut down nesse chip criador das expectativas????
Eu não sei essa resposta e também não a achei em nenhum manual, então penso que se conseguimos enxergar que estamos na calada da noite, ali escondidinhos criando expectativas subversivas contra nós mesmos, já é um bom começo, pra sabotarmos com o plano do universo paralelo.


Abaixo às expectativas, olá realidade. Quero viver nesse universo aqui, e mais uma vez eu já disse isso, mas nunca é demais, quero me surpreender com essa realidade que também pode ser muito mágica.

E o pior de tudo é que pessoas criativas devem mirabolar tanto as expectativas, e com tantos detalhes e minúcias que até a gente mesmo se perde entre sonho e realidade....chega a ser engraçado, mas ontem pensando em várias coisas da minha vida eu me deparei com minhas expectativas mais profundas, e chorei.
Mas, vendo sempre pelo lado bom, que elas tenham caído por terra com todas as lágrimas derramadas, e que me deixem na realidade pura, dessa vida que eu tanto adoro decifrar... pois afinal se deixarmos tudo acontecer naturalmente teremos a doce surpresa de uma realidade feliz, que nos envolve e nos aquece, suprindo de verdade os sonhos mais desejados...é só sabermos decifrar! Que tal tentar hoje?

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Vamos filosofar um pouco? Então Kant comigo!

Ontem lendo um texto de um homem com grande conhecimento em filosofia, recordei de quantos estudos realizei, em consequência de bolsas pesquisa, que me proporcionaram 4 anos com 100% de isenção de mensalidade na faculdade.
Mas não podia ter sido melhor, pois enquanto todo mundo fugia dessas matérias, eu adorava viajar pelos meridianos do ser humano, sempre apostando na teoria daquele que fosse desvenda-lo com mais profundidade.
É, vocês tem toda razão se me disserem que filósofos, sociólogos e até os pais da comunicação, expressavam-se de maneira complexa, e eu justificarei dizendo que para falar de assuntos tão complexos, restariam poucas expressões simplistas que conseguiriam dizer tudo.
Lembro-me ainda que adorei a primeira vez que li ‘O meio é a mensagem’, e daí logo pensei: Pois é como desvincular nosso conteúdo interior do ambiente no qual nos desenvolvemos? (uma interpretação particular minha).
E daí vi que uma coisa completava a outra, ou seja as teorias filosóficas, da comunicação, e etc em conjunto mostram várias facetas de uma única história: O ser humano procurando a sua essência.
Nossa identidade cultural, as regras da sociedade, a educação que nossos pais nos deram, e todo o repertório que por décadas vamos adquirindo, vão se entrelaçando dentro de nós de um jeito que podem acabar criando imensos ‘nós’, se não forem organizados.
Uma vez lembro ter estudado um livro de psicanálise do comportamento humano, de Jean-Marrie (não me lembro o sobrenome) que falava sobre atitudes que realizamos para nos sentirmos menos culpados e aceitos, como dar dinheiro no farol. Recordo-me claramente de pensar: Nossa! Queremos nos desculpar por sermos felizes! Por isso McLuhan para mim vai estar sempre tão atual: ‘...Meios geram ambientes que moldam os tipos de sociedades e as formas de vida, com conseqüências profundas no homem. É por isso que o meio é a mensagem’. É ele tem razão, o ser humano está sempre preocupado com o que os outros vão pensar, com o que vão dizer sobre mim, sobre você, sobre todos nós, e é a mensagem que os meios subliminarmente enviam de volta a nós.
Por isso eu pergunto: E o que nós pensamos sobre nós mesmos? Isso deveria ser o mais importante não é mesmo? Mas pra responder isso precisamos nos sentir independentes, meio que expatriados do nosso meio. E isso não é fácil, pois não falo aqui da independência numa atitude contraventora, que fere o direito do próximo, mas sim numa atitude de ciência de si mesmo.
Por isso eu gosto tanto de um cara, que lá da Prússia escreveu o seguinte: ‘...o conhecimento, não é o reflexo do objeto exterior. É o próprio espírito humano que constrói - com os dados do conhecimento sensível - o objeto do seu saber.’
(Immanuel Kant, descrito por Fichte, como 'a razão pura encarnada').
E eu acrescentaria: ‘leia, reflita, conheça a ti mesmo e alcançará a tua tão feliz liberdade!’
Então kant comigo!
Uma ótima segunda a todos.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Por quê? Por quê? Por quê?



Na semana passada em três conversas, com três pessoas diferentes, me peguei participando de discussões nas quais as pessoas se perguntavam porque viveram algumas situações difíceis no passado, as quais muitas vezes elas não conseguiam entender o porque, e percebi em algumas delas um tom de frustração por não terem uma resposta palpável que lhes preenchesse essa dúvida. Bom, como eu gosto de pensar sobre muitos assuntos, vou aqui expor minha opinião, baseada no modo como, de forma meio que autodidata, criativa e muitas vezes até intuitiva, eu construí a minha teoria da evolução!

Sou partidária de que no universo existe uma lei natural de evolução, o que justifica a evolução das espécies, e o que consequentemente, apoiada no esforço do homem, gerou também evolução do conhecimento, da ciência, da tecnologia, etc. Ora, se essa força do universo nos impulsiona a evoluir, porque faria isso somente na forma física? E se fosse assim, a própria evolução do saber já fugiria disso, certo? Então porque não ir mais além e pensar que essa lei natural também nos impulsiona à evolução de nós como seres humanos por inteiro? Quero dizer emocionalmente, moralmente etc.

Para mim, isso vem responder a muitos porquês, a muitos encontros e desencontros e a todo o tipo de situação pelas quais passamos. É só avaliarmos nossa história, uma tão diferente da outra, já que não existe um ser humano idêntico a outro. Se analisarmos os tipos de situações pelas quais já passamos e vermos os tipos de situações que vivemos hoje, talvez possamos responder alguns desses porques. Primeiro ponto é que se a lei da evolução existe, é porque não somos perfeitos, senão não teríamos para onde evoluir, certo? Então eu parto do princípio que temos sim coisas para nos melhorarmos. E segundo, a própria diversidade evolutiva nos faz evoluir, pois o erro de um pode impulsionar o acerto de outro. Então penso mais ou menos assim: Se não conseguimos nos estimular com os erros ou acertos do outro, podemos olhar para dentro de nós mesmos. Será que hoje vivemos igualzinho ao que vivíamos ontem? Se nada mudou em nós, devemos então estarmos passando por situações padronizadas, pela mesma recorrência de acontecimentos, encontrando pela frente os mesmos obstáculos, repetindo-nos nos mesmos erros, namorando com o mesmo perfil de companheiro (a), enfim, vivendo num ciclo vicioso. E além de estarmos vivendo tudo isso, com um tremendo ar de insatisfação, porque nós fomos criados para evoluir, e se não evoluímos, estamos sempre insatisfeitos, devemos estar achando que estamos no mundo para sofrer.

E isso não é verdade, está mais do que óbvio que se o universo nos empurra a caminho de uma evolução constante, e nós mostramos resistência, ele estará nos proporcionando o mesmo ciclo de repetições, como se quisesse que evoluíssemos e superemos esse obstáculo, de forma insistente, a fim de que cumpramos nosso papel, o de evoluir! Portanto, quanto mais somos renitentes no erro, nas posturas erradas do agir, mais vamos contra a evolução, e se ela é uma lei natural, tudo se volta contra nós. Tudo é evolução, e falando no lado positivo agora, quando o tempo passa e superamos nossos erros, limitações e superamos situações, numa forma de avançarmos, olharemos para trás, e veremos o quanto evoluímos, o quanto estamos melhores, o quanto tudo a nossa volta se movimentou de forma positiva, e nos sentiremos recompensados pela satisfação de sentir felicidade em nós.

Veremos então que hoje o próprio universo nos oferece melhores condições, melhores oportunidades, e o quanto hoje somos mais felizes do que ontem. Por quê? Porque evoluímos, e tudo que diz respeito em relação à nossa vida, evoluiu também e aí olhar para trás é como olhar para baixo, para o começo da escada. Isso mesmo, ultrapassamos os obstáculos, subimos degraus e estamos naturalmente acompanhando a lei da evolução.

Por isso quando olharmos para trás e nos perguntarmos, porque passamos por determinadas situações, ou qualquer outro porque, procuremos a evolução natural da espécie como resposta, pois essa é a lei que rege o universo. Agora, se você quiser saber o porquê sofreu tanto tempo dentro de alguma determinada situação, aí olhe para dentro de você mesmo e se pergunte quanto tempo demorou para enxergar que a chave para sair desse problema estava todo tempo na suas mãos, e por quanto tempo esperou que o universo viesse e resolvesse esse problema. Mas o bom é sempre entendermos que a evolução é um processo natural, cada um tem seu tempo, seu ritmo, e o importante não é nem quanto tempo levamos para encarar a situação de frente e mudar, ou seja para evoluir, e sim que finalmente evoluímos!

A evolução é inerente a cada um, um princípio que nasceu conosco, e se vamos contra ela só nos depararemos com a desarmonia. Como evoluir? Ao mesmo tempo que sabemos como, não sabemos que sabemos. Como assim? Vou explicar: nosso instinto de sobrevivência nos ajuda não só a preservar nossa espécie, mas a evoluí-la, por isso que mesmo de forma intuitiva, damos um jeito de mudar as coisas.

Porque cada um passa por experiências às vezes tão diferentes, às vezes tão semelhantes à dos outros? Eu explicaria da seguinte forma: Cada um está num grau dentro da escala evolutiva, e isso não tem a ver com posição social ou econômica, e sim do ser humano como um todo. Assim, possuímos uma energia própria, de acordo com nosso grau evolutivo, e dessa forma atraímos e somos atraídos a certas pessoas, lugares, situações, etc.

Apesar de eu ter dito que tudo isso são suposições minhas, as quais não classifico nem como verdade ou mesmo inverdade, e apenas um jeito criativo de entender o universo, existe uma coisa da qual tenho 100% de certeza: quanto mais temos vontade de sermos felizes e nos movimentamos para isso, o universo conspira a nosso favor e tudo acontece. Então preste mais atenção nos movimentos do universo, e mais, na sua evolução pessoal.

Sei que o texto foi longo, mas gostaria de deixar algumas dicas para quando a felicidade bater à sua porta:
- Acredite, você fez por merecer.
- Seja grato com o universo, e ele será com você também.
- Liberte os fantasmas do passado, e não espere que a qualquer momento eles reapareçam.
- Se dê a chance de viver essa felicidade
- Não fantasie, realize.
Afinal nós vivemos a vida na qual acreditamos!

Beijos a todos e uma linda semana

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Viver o momento e deixar o universo se movimentar


Esse está sendo meu ponto alto deste momento. A vida toda fiquei tentando estabelecer padrões e situações para que eu mesma, de algum modo, pudesse me sentir segura. Porém porque será que tinha a necessidade, no fundo tão cruel, de colocar um título em tudo?? Ou o cara é namorado ou não é nada, ou é amiga íntima ou não é nada, ou eu sou corintians ou então é marmelada, ou eu estou na moda ou to fora da rodinha!!! Calma, respiração cachorrinho...risos.
Nessa semana minha psicóloga me passou um artigo sobre a autosabotagem e aí eu fui entender porque eu era tão rígida. Essa coisa de fazer manha e querer que tudo esteja pré-estabelecido é coisa de criança. E daí tudo ficou claro, minha menina sabota minha mulher. Porque é tão difícil conhecer um cara e viver aquele momento sem criar expectativas futuras? Mas ando fazendo essa experiência comigo....depois de altos papos com minha menina interior....e ando me sentindo tão mais leve....sem esperas, sem expectativas percebi o quanto a vida é mais leve. Pois podemos deixar o universo se movimentar e a vida nos surpreender. Cada um tem seu ritmo, e não podemos impor a ninguém medidas por obrigação, pois não queremos que ninguém aja assim conosco também. Então vamos ser mais leves, nos fixar no aqui e agora, viver intensamente o momento que temos nas mãos....e as ilusões....nenhum alimento a elas, Xô a todas!!!!!
Afinal de contas o que queremos é estar na realidade, então que ela venha carregada de tudo o que for bom e saudável para nós. Que o universo conspire e faça a sua parte de unir as almas a fim, no trabalho na vida pessoal, enfim. Pois isso é um trabalho inato dele, e ninguém faz trabalho melhor que este. Sejamos leves com nossas autocobranças, saibamos nos entender e respeitar o nosso passo, para assim, entendermos melhor o outro. Afinal, ninguém quer saber o presente que vai ganhar, bom mesmo é abrir o pacote e ter a surpresa final! Uma linda semana a todos carregada da magia real, aquela que realmente faz acontecer!

terça-feira, 12 de maio de 2009

O GUARDA-ROUPAS





TEXTO ESCRITO SEMANAS ANTES DA CIRURGIA!

Eu sempre busquei o que ser, o que fazer, ou sendo mais clara, no que me estabilizar, mas nessa minha busca desenfreada, as vezes, descobri que sabia fazer tantas coisas que a questão já não era mais sobre o que eu podia fazer, mas o que será que eu não conseguia fazer.

Quando eu era adolescente, digamos que eu não tinha o dom da beleza, então minha única forma de elogio era em cima do que eu conseguia fazer. Talvez seja uma revelação agora contar para minha irmã o quanto eu a invejava, no alto de sua beleza de olhos verdes e cabelão, sua perfeição escolar, porém eu no alto do meu peso não podia nem saber como ela se sentia. Houve uma fase da vida em que minha irmã e eu, praticamente com dois anos de diferença, éramos duas adolescentes procurando se entender. Mas ela me achava a popular, a adorada pelos primos e tios, a que cozinhava, bordava e tocava saxofone, enquanto ela não conseguiu sair das primeiras aulas, mas tinha um corpão, e o sucesso profissional, eu achava que ela tinha tudo e eu nada. Ainda me lembro de estarmos andando na rua e ela dizendo: -Eu não quero ser conhecida como sendo da família dos gordos! Eu dei risada após a sua colocação, mas acho que no fundo devo ter sentido suas mais profundas discriminações quanto ao estilo de vida que eu levava. Nessa época eu estava só um pouco preocupada com o assunto, mas como eu não conseguia emagrecer mesmo, e não tinha a menor noção do tamanho que eu era, tentava pensar em outras coisas, mas eram tantas coisas que acho que acabava não pensando em nada.

Me lembro que era uma disputa acirrada. Ela tinha os melhores trabalhos, e eu não conseguia passar de dar aulas particulares, ela era excelente aluna, e sempre se destacava. E eu, bom, eu pegava no livro e dormia, pois eu não conseguia entender matemática, e por duas vezes no ginásio, repeti em matemática, pois pra mim, não fazia o menor sentido. Eu era boa em outras coisas, teatro, fazer amigos, e de levar minhas atividades até o fim, enquanto que minha irmã tinha uma tendência a ser fogo de palha com as coisas. Mas com o passar dos anos, eu resolvi ir atrás do porque eu era gorda, e após tratamentos e muita determinação eu cumpri mais uma tarefa com sucesso, emagreci 100kgs, fiz várias cirurgias plásticas e me transformei na senhora perfeita por dentro e por fora.

Naquele momento eu percebi que minha irmã se desesperou, e simplesmente quanto mais eu emagrecia, mais ela engordava, pois não havia lugar para duas vencedoras no primeiro lugar do podium e lógico que nenhuma das duas queria ficar com o segundo lugar. Não me culpo, nem culpo a ela, pois nós duas fomos vítimas da síndrome do guarda-roupa.

Vou ainda estudar mais a fundo, mas penso que o nível da satisfação de uma pessoa é inversamente proporcional ao tamanho do seu guarda-roupa. Ta, eu explico melhor! Quando estamos vivendo plenamente, satisfeitos não sentimos necessidade de juntar qualificações, ou certificados de boa nisso ou naquilo. Resumindo, não temos necessidade de provar nada para ninguém, a não ser que esse alguém sejamos nós mesmos. E eu percebi que eu e minha irmã, passamos a vida somando, somando, somando, tantas coisas simplesmente por termos algum tempo de uma falsa satisfação, e depois abandonávamos todos os nossos dons, ou a maioria deles nas gavetas de um grande e bagunçado gurda-roupas. Percebi que eu não cozinhava porque eu gostava, mas sim porque era uma coisa que eu fazia bem, e isso me dava momentos de destaque. Estudei 5 anos de saxofone, não porque eu sonhava em ser musicista, mas porque era fácil e porque eu era boa em realizar tarefas, e com essa eu eu poderia ir até o fim. Por isso já não se tratava mais do que eu sonhava em fazer da minha vida, mas sim do que eu poderia fazer até o fim, sem ter nenhuma decepção, sem ser pior que as outras pessoas, sem ficar na desvantagem.

No final, quando caímos na realidade, e percebemos como a história começa e como ela foi ter um desenrolar tão adverso, é que nos damos conta que a sensação é a mesma de quando você compra, compra, compra, por comprar somente. Depois disso, a roupa fica lá, abandonada, já não vale mais nada, ela só foi capaz de produzir o efeito esperado por um único instante. Mas não fazemos isso porque somos maus, ou simples consumistas, e sim porque todos buscamos ser felizes, e nem sempre é da melhor forma.

Por isso é sempre bom deixarmos as portas, desse guarda-roupas, abertas, vasculharmos, tirarmos o que já não serve mais, reciclar, e garanto que haverá muitos momentos onde nos perguntaremos: “O que eu estava pensando quando eu comprei isto?” Não se culpe! Apenas sorria, porque vai soar engraçado mesmo, mas não ache muita graça, pois você pode deixar as coisas fugirem do controle.

O guarda-roupas é um bom meio de nos conhecermos. Hoje, acordei decidida a rever um lado do meu, que eu quase não abro. E aí eu mesma me perguntei o porque de quase nunca abri-lo. Pois quando eu tirei todos os cabides para fora lá estavam calças que não me serviam mais, sandálias altas demais, peças pequenas, peças grandes, muito escuras, ou que pareciam meio ultrapassadas, ou mesmo, nada a ver com o meu momento. Sim, até muitos dos quilos que eu emagreci eu coloquei de volta no meu guarda-roupas. E isso me doeu, ao me deixar obrigada a encarar o fato de que emagreci por muitos motivos, mas poucos deles estavam ligados ao que eu mesma achava sobre mim. E por isso minhas calças do tempo em que era magra estavam, umas sobre as outras penduradas num pesado cabide, simbolizando apenas um momento que eu vivi.

Estou há algumas semanas de realizar uma cirurgia bariátrica, e para que eu tenha a certeza de que eu estou fazendo isso por mim mesma, a fim de não engordar de novo, repetindo o erro da última vez, resolvi ir até as últimas conseqüências em me conhecer, saber quem eu sou, prestar atenção no que compro, no que como, nas opiniões que dou. Ta bom, eu sou doida, assumo isso, mas pelo menos estou tentando fazer alguma coisa pela minha felicidade, e me conectando a mim mesma. Procuro resgatar alguns acontecimentos, afinal de contas não tem aquele ditado, ou dizer, como queiram, que fala que pra não repetirmos os mesmos erros deveríamos estudar a nossa história. Tudo bem que foram historiadores que disseram isso, e que eu não sou nenhum país, mas vamos combinar que o interior de uma pessoa deve ser tão complexo, senão mais, do que a história de um país inteiro.

Mas hoje eu percebi um fato curioso sobre mim, eu que sempre tive o impulso de fazer altas faxinas no meu guarda-roupas e dar para doação sacolas e sacolas de roupas, pensei diferente . Simplesmente olhei para tudo com carinho, peça por peça, relembrei momentos, e decidi que não se tratava de sair esvaziando o armário. Ele é a minha história e eu não posso simplesmente sair distribuindo capítulos por aí.

Pela primeira vez, acho em anos, mas de 30 anos, eu não fui precipitada comigo. Agora não é a hora. Vai chegar o momento em que vou me sentir segura para saber o que fazer. Por enquanto, vou manter tudo organizado, arrumado com carinho e procurar visita-lo com mais frequência. Afinal de contas, como saber o que fazer se nem sabemos o que estamos sentindo?

Agora se trata do que eu gostaria muito de fazer da vida, e não de tudo que eu tenho capacidade para fazer. E quer saber, meus livros estão todos na estante. O futuro estava a portas abertas, eu é que demorei para ver.


AH! Ja faz 3 meses que operei o estômago e tenho mexido muito nomeu guarda-roupa, revisitando peças do passado e doando varias calças de numeros que nunca maisvou usar! rs tudo tem seu momento,...rs

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Caminhando e cantando outra canção! Que tal tentar?


Ah! antes de eu começar o assunto, nesta já 22 kgs mais leve!

Enquando a música diz que continua caminhando e cantando e cantando a mesma canção, eu resolvi mudar de música. Me abrir para o novo. Isso, porque para poder reavaliar as coisas, ao contrário de revivê-las vou procurar viver outras experiências, me dar o direito de tomar outros pontos de vistas e daí sim, sob um novo olhar poderei rever, crescer, mudar. Acho que a maior mágica da vida está aí. Poder Mudar! Mudar de idéia, mudar de óculos, mudar de batom, mudar de estilo, simplesmente mudar de lado na cama....
Os inflexíveis que me desculpem, mas estes nunca alcançarão essa Óde à Mudança, onde as coisas evoluem, e o coador de pano já tem novos concorrentes. Simplesmente quem é inflexível nasce e morre ranzinza, porque crianças e velhos mudam. Erra quem diz que os velhos são inflexíveis....eles são os que mais se abrem às mudanças, num momento da vida onde deveriam estar fechados para balanço, eles se abrem de peito aberto às novas oportunidades da vida. E não temem a reprovação de terceiros. Mas os jovens são os que, ironicamente, mais sofrem com as mudanças. Já perceberam? Hoje se estou com vontade de usar o amarelo, vou ter que me contentar com o azul, pois é ele que está na moda, e já imaginou o que vão falar de mim se eu usar o amarelo? Queremos tanto ser aceitos, amados, incluídos, que a opinião alheia se torna muito mais importante que a nossa, e daí nos tornamos inflexíveis conosco mesmos. E vamos falar a verdade: Que chatice viver em função do que os outros vão pensar, do que a moda dita para vestir, do que o padrão determina como deve ser. Quem é inflexível, não surpreende, e sim entedia, e o tédio é o maior dos males do nosso século. Ele é o retrato do vazio, da falta de interesse, do que não nos satisfaz, ele apenas deprime, e a depressão se alastra e se dissemina tão rápido qual um resfriado.
Com tudo a que temos acesso nesse mundo, com tantas coisas para se fazer, viver, sonhar, realizar, construir, milhares de seres humanos estão sentados, entediados, de mãos e pé atados, esperando a felicidade surgir.
Seria muita injustiça se Deus nos fizesse um modelo de corpo tão perfeito e impotentes para sermos os donos da nossa própria felicidade. Se esta canção não te faz mais feliz, porque não mudar? Gostaria de saber quem foi que inventou a frase, que é quase o hino nacional dos inflexíveis: Eu sou assim!
Meu Deus!! Em que planeta essa pessoa está?? Nós podemos tudo, devemos o que desejamos e podemos viver plenamente.
Viver requer um tanto assim de criatividade, mas só o otimista é criativo, porque o pessimista espera sempre que alguém venha e faça acontecer, então vai precisar da criatividade pra que?
Às vezes os olhos nos traem, pois é tanta coisa pra ver que esquecemos dos olhos da alma, aqueles que nos fazem olhar para dentro, pensar, refletir, escolher uma outra canção e reavaliar.
Que tal dar uma paradinha agora pra fazer isso?
Escute aquele estilo de música que vc disse: Eu não gosto, e se pergunte porque não?!
Viver é todos os dias se dar a chance de experimentar. Afinal, como alguém já disse, tem gente que vive, e gente que apenas existe! E você?

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Onde andará o meu amor …

Quantas vezes não estivemos esperando alguém nos amar. Quantas vezes não idealizamos aquela medida do amor, aquela que queríamos de todo jeito encontrar e ter para o resto da vida. Mas hoje eu me pergunto: Será que eu sabia mesmo qual era essa medida que eu queria desse amor? Realmente acho que eu não sabia, pois eu estava simplesmente esperando que alguém viesse me amar, e me desse o amor que esta pessoa quisesse, que ela bem entendesse. Como se simplesmente alguém precisasse vir me amar, pra eu poder me sentir amada. Pois, o passar dos anos nos trás uma grata surpresa. A surpresa de nos darmos a chance de nos amarmos a nós mesmos. De nos tratarmos com carinho, de termos toda a consideração por nós mesmos. E eu muitas vezes questionei a frase “quero alguém que me ame como eu sou” Mas será que eu me amo do jeito que sou? E se não, como posso eu querer que alguém me aceite e entenda os meus motivos??? Ninguém nos vê do jeito que somos, quando nos escondemos por trás do que aparentamos. E hoje entendo que aceitar-me do jeito que sou não significa que devo me conformar e ficar assim. Muito pelo contrário, devo aceitar o meu não gostar de algumas coisas e buscar um modo de ser feliz. Me aceitar, é justamente entender as minhas insatisfações. Pois alguém pode vir sim e gostar de mim do jeito que sou, mas eu não vou estar feliz mesmo assim, pois meu problema não é com a aceitação do outro, e sim com a minha auto-aceitação. E quando vivemos esse momento de espera por esse amor, ficamos ansiosos, olhando ao nosso redor, na expectativa de viver uma situação que não depende de nós. Pela primeira vez eu me sinto em paz. E essa paz se chama amor. O amor que tive por mim quando resolvi há anos atrás fazer de tudo pra me sentir mais feliz, mais saudável, pois pra mim não importava se as pessoas me achavam bonita do jeito que eu era. Eu é que não me sentia feliz, pois não me sentia saudável. Por isso essa paz foi sendo construída a partir de todas as revoluções que fiz comigo mesma pra chegar até aqui. Agora descobri como é me sentir amada, pois eu mesma lutei pra ter o meu amor. E isso dá aquela felicidade, e isso fez com que agora as pessoas possam ver realmente o que mora no meu interior, e isso fez com que eu abandonasse minhas ansiedades, e com que eu me sentisse livre para amar, e pra saber realmente qual é a medida do amor que tenho pra dar. Agora eu descbri por onde andava o meu amor!

domingo, 5 de abril de 2009

Super Girl


Quem não assistiu smallville ou leu nas histórias em quadrinho as aventuras da Super Girl Kara Kent. Tudo bem que ela é MARA!!!, mas é assim que eu estou me sentindo mais a cada dia. E eu não falo só de aparência, eu falo de disposição, de leveza, e daquele lance do meu interior refletir meu exterior. Sabe eu já reavaliava muito os pesos que os diversos "eus" tenho dentro de mim, e depois dessa cirurgia passei avaliar o meu real motivo nesse mundo. É uma coisa tipo assim, o meu trabalho, ou a importância que eu tenho dentro dele, não é apenas a de escrever textos. Eu comecei a perceber que exerço um papel social também, de amiga, confidente, apasiguadora, piquetera, justiceira, carinhosa, e etc...sei lá...em cada momento posso exercer um papel que tem um impacto na vida das pessoas. Posso chegar até a ser a voz da razão pra alguém que precisa de uma puxada de orelha num momento crucial. E isso que eu estou falando, aumentou muito mais com a leitura de um texto escrito por uma psicóloga que fala da importância que os amigos tem na vida das pessoas. Então nós temos a nossa parcela de responsabilidade de participação na vida das pessoas. E somos responsáveis por aquilo que falamos, pois podemos não saber e as vezes nem perceber, mas elas confiam em nós, e vai da nossa parte assumir esse compromisso ou não. E acho que essa escolha se fundamenta em cima da nossa percepção do que viemos fazer nesse mundo. Será que minha passagem aqui se resume só a trabalho, só a ganhar dinheiro e a ter, ter,e ter, ou vai mais além e eu quero viver intensamente esse momento e participar, contribuir de algum modo com a felicidade das pessoas?? Para mim, que sou espírita e acredito que todos vamos nos encontrar nas esquinas dessas e outras vidas, tento agir mesmo com meu coração. Ajudar mesmo se possível, e aí está a parte de um grande segredo de felicidade, a falicidade do próximo. É meio tipo quando a Super Girl larga tudo o que está fazendo para ajudar, simplesmente porque ela tem seus poderes e fica feliz em poder usá-los para ajudar quem está em perigo. Bom, eu não tenho poderes, mas avalio e valorizo a minha participação nesse mundo para que ele seja melhor, e portanto se eu puder fazer alguém feliz ouvindo ou falando, eu estarei lá, e podem contar comigo! Como diz meu admirado Ludwig Beethoven: "Não há nada de mais belo do que distribuir a felicidade por muitas pessoas" OBS: A fotinho que me mostra um dia antes da cirurgia e agora dia 03 de abril é só pra constar..hehehehehe)

segunda-feira, 30 de março de 2009

O verdadeiro peso das coisas

É impressionante a capacidade do ser humano de aumentar o peso das coisas! Digo isso, porque, conforme as coisas estão ficando mais claras, começo a perceber que eu e outras pessoas ao meu redor, vivemos ampliando situações, e vendo as coisas desproporcinamente. É tipo um Efeito Lupa, onde a gente quer justificar a ausência de algo dentro de nós e acabamos por ver uma situação de um jeito irreal, ou seja, muito maior do que parece. Como por exemplo nosso trabalho. Só agora é que eu consigo enxergar que trabalho é só um meio de você ganhar a vida honestamente. É lógico que pode ser com prazer, com alegria, mas ele não é toda a realização, ele não é o motivo da sua vida, pois a vida é formada por diversos canais: Família, a individualidade da gente, o trabalho, os amigos, a vida afetiva, etc.... quer dizer, é todo um conjunto de coisas. Quando apostamos todas as nossas fichas em um só canal de nossa vida, é porque os outros canais estão obstruídos, não estão fluindo, e precisam imediatamente de uma ponte de safena pra que voltem a pulsar. Tem que haver vida em todos os canais de nossas vidas, pois senão sempre vamos nos sentir insatisfeitos, e vamos culpar aquele único canal, o salvador de nossas vidas. Na verdade não estamos dando a real importância a este canal, ele nunca vai ter o tamanho total, ele é apenas um dos canais. Então cabe a nós fazermos a reflexão do quanto vale a pena o desgaste de querer sugar toda a felicidade em apenas um canal de nossas vidas e darmos uma olhada na situação de todos os outros. Então a mensagem é: Vamos dar o verdadeiro peso às coisas! E falando em peso....já se foram 17 kilos....e pensando bem, talvez com essa cirurgia eu esteja me dando meu real peso!