quinta-feira, 29 de outubro de 2009

O 1%


As vezes é difícil recomeçar...
abandonar o que não serve mais,
esquecer um amor não correspondido
fingir que não era bom o que era sim,
e aceitar que quem você gostou tanto
te fez chorar....
Mesmo não tendo raiva, ter que esquecer!

Mas tudo é aprendizado, e todo aprendizado requer recomeço.
E eu quero que para o resto da vida seja assim...
movimento, transformação.

Dia 24 fiz 38 anos. Agradeço ao universo cada trecho
da história que escreve tantos anos de uma vida feliz.

E para as apaixonadas pela vida, que como eu entregam seu coração
sem medo, o meu poema do recomeço, entitulado 1%
Continuem acreditando: Vale a pena amar sempre!
Nunca pense...não deu certo! Deu sim, Deu certo até onde deveria dar!


Beijocas mil - e uma fotinho do meu niver...A quase magra!


O teu perfume ainda está em mim..
Caminhando pelo parque eu vi corpos que me lembraram o teu...
por uns minutos meu peito dói,
e dá aquele sentimento de 'jude', aquela sensação sabe?
Lembra do meu beijo?
e do meu abraço?
Lembra do cansaço do depois?
do meu corpo, do meu amor?

Se você me perguntasse tudo o que eu queria saber de você,
eu diria que 'sim'... 99% de chance,
porque o 1% que falta para os cem,
sou eu tentando superar,
sou eu empurrando os 99% a reagirem,
sou eu me fortalecendo, crescendo, vivendo, acontecendo.

E por mais que seja só 1%, ele tem a força de 100 cavalos,
ele é tudo que tenho, é forte...

Eu to tentando, eu to lutando
e to encontrando o meu caminho.
Olho para o lado e ainda te vejo caminhando comigo,
mas eu já estou dois passos a frente.

domingo, 18 de outubro de 2009

A mulher da menina




Quanto mais eu olho minhas fotos de gordinha, e agora mais magrinha, eu vejo a diferença entre a menina e a mulher. Pode parecer um contra-senso pois dizem que remocei. Porém eu me sentia mais menina, e agora me sinto mais mulher. Vejo formas e contornos que antes estavam escondidos. Sinto-me mais sensual, mais delicada, e acho que isso é um caminho natural de toda essa transformação. Não penso em melhor comparação do que a que tantos fazem entre o casulo e a borboleta....é realmente a tradução de um sentimento que nos envolve nesse momento.
Nós mulheres, todas nós temos que viver esse momento, essa poesia, essa delicadeza. Cada uma a sua forma e ao seu jeito. Para mim está sndo assim, mas cada uma passa por uma transformação, que não precisa ser essa da forma física, já que somos todas 'emoção', pode ser qualquer outra transformação. E transformar sentimentos em forma faz bem....e forma em sentimento também!


E agora mais uma poesia do meu novo momento poesístico:
'quero que me queira
desde que me queira
do jeito que quero
sem mais querer
me despeço
deixando dessa maneira
que me venha despretencioso
de suas querências...
Não, eu não sou egoísta
mas quero viver as minhas querências
as minhas maneiras
do jeito que eu quiser
também sou despretenciosa
mas sou mulher'


NS

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Palavras-sorrisos


Impressionante como o movimento me inspira.
O ofício, as palavras em qualquer expressão de arte
eu me vejo... me deleito
E digo adeus ao vazio.
Me preencho, me bendigo.
Palavras são poesias minhas,
pois estas palavras são minhas.
Se o estilo é de fulano de tal
eu não me sinto mal,
pois ainda essas palavras são minhas.
Soltas, qualquer um as poderia dizer,
mas nesse conjunto
onde como cores se harmonizam
à mais agradável maquiagem,
elas só poderiam ser minhas.
Palavras-sorrisos
Palavras-nunca-sozinhas
Palavras como as minhas
nunca são palavras sós!

domingo, 4 de outubro de 2009

De alguém do outro lado para mim!


Pra quem acredita que anjos bons olham por nós!


Não sentes os galhos que balançam?
Não sentes as folhas que caem?
Mensagens...
Os movimentos anunciam mudanças
Há de se notar os movimentos...
Há de se prestar atenção!
Não estou dizendo que são negativos
São apenas movimentos.
Toda transformação requer movimento
E tudo pode causar medo à primeira vista.
Pois movimentos tiram do lugar.
Aos primeiros ventos são incômodos
mas movimentos começam de dentro.
Significam sentimentos que tiram a pessoa do lugar.
Pensamento é movimento.
Movimenta o pensamento o que sai do coarção.
Preste atenção no movimento
sinta com seu coração.
sinta o balançar das folhas ao vento.
Movimento é ação que move à evolução.
Pra haver paz há que ter movimento.
Acalma o coração, observa o movimento e aguarda...
Deixa as ações acontecerem, o vento balançar, as folhas se deslocarem.
O universo age e invade a vida com a transformação na medida do que estamos abertos a receber.
É tempo de observar, aguardar, sentir,
é tempo de amar, se deixar, se permitir!
(26 09 09)

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Sentir, transformar, comunicar!


Experiência é percepção compreendida. – Kant

Eu confesso: Já vivi relacionamentos que naufragaram entre outras coisas por falta de comunicação. Eu mesmo acho que naufraguei por esse motivo.
Alguns se perguntarão: Você? Que fala pelos cotovelos, é supercomunicativa? Sim, eu! Mas falar, é diferente de expor sentimentos.

Acho que isso tem um pouco a ver com uma frase de kant
‘A sabedoria das mulheres não é raciocinar, é sentir.’

E acho que por muitas vezes eu fiquei tanto no sentir que não consegui achar a porta de saída pra exteriorizar em palavras e engoli, e engordei, e os sentimentos não viraram palavras, e as palavras não foram ditas.
Acho que muitas vezes não dizemos, não expressamos, por isso colocar em uma situação conflitante dois sentimentos intensos, o amor e medo.

‘Não há garantias. Do ponto de vista do medo, ninguém é forte o suficiente. Do ponto de vista do amor, ninguém é necessário.‘ – Kant

Pensei nessa frase, uma das mais intrigantes para mim. E eu pensava, como assim do ponto de vista do amor ninguém é necessário....e depois de alguns anos e muitas experiências, consegui enfim entender, que amor é sentimento que liberta, ˜ão está submisso ao medo...ele é maior, ele é a forma mais plena de sentimento.

Então por amor, a mim principalmente comecei a transformar sentimentos em palavras, e palavras em frases, e consegui exorcizar meus medos, e então realizei.

‘Quanto mais amor temos, tanto mais fácil fazemos a nossa passagem pelo mundo.’ – Kant

E percebi daí quanto tudo é mais simples, mais fácil, porque quando eu segurava meus sentimentos dentro de mim, eles se transformavam em monstros, e monstros assombram, e não nos deixam ver com clareza....acabam por vezes nos engolindo.

Hoje, ultrapassando a barreira de mais de 40 kilos que não eram meus, não são meus, eu me vejo cada vez mais....as palavras saem cada vez mais fácil, e eu me mantenho mais na realidade do que na imaginação, apesar desse território ser muito forte em mim, já que a felicidade, segundo Kant, não é um ideal da razão mas sim da imaginação. Mas o importante é conseguir realizá-la, transformando vontade em ação, comunicando sentimentos.

‘Duas coisas me enchem a alma de crescente admiração e respeito, quanto mais intensa e freqüentemente o pensamento delas se ocupa: o céu estrelado sobre mim e a lei moral dentro de mim.’ - Kant

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Expectativas!

Expectativa ou tentativa?
Querer ir além ou sonhar poder?
Tem que pagar pra ver
Tem que sentir pra machucar
Tem que sorrir pra recomeçar.


As expectativas são sucessões de esperanças ou sonhos a serem alcançados, só que não são declaradas, elas estão sempre acontecendo em paralelo aos acontecimentos reais. É como se passassem num universo paralelo, e quando nos damos conta...Bum! Elas estão lá....mas ao mesmo tempo que nós mesmo as construímos em um universo paralelo, elas são frágeis, e como castelos de areia podem num soprar de vento desmoronar, e aí é que nos damos conta de que passamos determinado tempo construindo expectativas.

Mas engana-se quem pensa que criamos expectativas apenas a respeito dos outros, nós construímos expectativas a respeito de nós mesmos, achando de repente que estamos prontos para viver determinadas situações, pra chegarmos em determinado lugar, e quando não conseguimos, sentimos o peso da frustração.

Então como dar um shut down nesse chip criador das expectativas????
Eu não sei essa resposta e também não a achei em nenhum manual, então penso que se conseguimos enxergar que estamos na calada da noite, ali escondidinhos criando expectativas subversivas contra nós mesmos, já é um bom começo, pra sabotarmos com o plano do universo paralelo.


Abaixo às expectativas, olá realidade. Quero viver nesse universo aqui, e mais uma vez eu já disse isso, mas nunca é demais, quero me surpreender com essa realidade que também pode ser muito mágica.

E o pior de tudo é que pessoas criativas devem mirabolar tanto as expectativas, e com tantos detalhes e minúcias que até a gente mesmo se perde entre sonho e realidade....chega a ser engraçado, mas ontem pensando em várias coisas da minha vida eu me deparei com minhas expectativas mais profundas, e chorei.
Mas, vendo sempre pelo lado bom, que elas tenham caído por terra com todas as lágrimas derramadas, e que me deixem na realidade pura, dessa vida que eu tanto adoro decifrar... pois afinal se deixarmos tudo acontecer naturalmente teremos a doce surpresa de uma realidade feliz, que nos envolve e nos aquece, suprindo de verdade os sonhos mais desejados...é só sabermos decifrar! Que tal tentar hoje?

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Verdades...



Será que as verdades são para sempre?
Tenho para mim que elas mudam, se transformam, tomam outro lado.
Se a verdade tem uma cor, pode ser que você enjoe dela, e queira uma de outra cor.
É tão interessante como a mudança de valores nos faz abrir mão de certas posturas. Será isso amadurecer? Acho que sim, mas é realmente uma sensação curiosa.

Como assim deixar de gostar tanto de uma coisa que há algum tempo juramos amor eterno?
Ah! Entendi... somos nós que mudamos, elas continuam as verdades de sempre..
E cada vez é mais verdade que para o dia de hoje cabem as verdades de hoje.

Amanhã? Já não sei mais.
Se quero ou não quero
Decido na hora
Se ela chegar
Quando for, eu saberei.


Até lá me reservo o direito de não emitir nenhuma opinião. Me desapegarei das antigas verdades e me vestirei com as atuais, até que elas se cansem e me abandonem.
Isso! Na verdade acho que elas é que nos abandonam, é como uma calça que já não nos serve mais, fica larga, não valoriza nossa forma, e daí, ela cai...fica para trás.
Por isso quero sempre me vestir das verdades que valorizam minhas formas físicas e essenciais.

Vou seguir, vestida de fantasia
Pelo tempo que isso fizer minha alegria
A ficção pode ser mais carnal
Do que as verdades da vida real

Ah! mas há uma verdade que sempre cai bem
A que veste minha essência de 'quem'
quem o coração disser que fica
para não vê-lo nunca partir

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Idéia Fixa


Quando abri meu coração, fluí..
Senti, a história de quem me contou;
Olhei na mesma direção e pensei
Será? Não será? Idéia fixa...


As vezes me pergunto porque guardamos determinadas idéias fixas na cabeça, e tentamos fazer com que elas sejam nosso objetivo a ser atingido? Será isso a mais pura tradução de determinação? Ou o medo de mudar? Acho que a simples idéia de mudar nos causa sim um certo receio, pois enquanto temos tudo esquematizado, e as rédeas da vida em nossas mãos, a impressão que dá é a de que nada vai fugir do nosso controle.

Desculpem-me os rígidos, e os céticos, os inflexíveis e os cabeçudos, mas é a minha fase de transformação, mexendo comigo a cada segundo..... e é isso que me faz ver que a vida mais sem graça que existe é a de saber tudo que vai acontecer a todo momento, a de viver todo dia a mesma coisa, e escrever sua história com a caneta do tédio....isso para mim seria a mesma coisa que morrer um pouco por dia.

E é uma coisa muito Nancy....querer que todo mundo experimente as sensações que eu vivo a cada momento... e daí eu queria colocar num frasco e dar pra todo mundo beber.


Entendo que o medo do inesperado possa nos levar à ‘encaramujação’....mas pra viver é preciso sim ter coragem....coragem pra se deparar com o amanhã imprevisível, para lutar pelo que se quer, para se dar ao direito de fazer escolhas e arcar com suas conseqüências, para enfrentar o desconhecido, para entrar em contato com seus próprios sentimentos, aceitar-se....enfim, se estamos vivos, vamos fazer da vida um dia de cada vez.....e não nos fecharmos em pensamentos impermeáveis e nos vedarmos as mudanças para todo o sempre. Eu confesso, às vezes não tenho coragem, mas pelo menos me dou o direito de mudar amanhã..., ou não! Oras não sou perfeita mesmo!?

Hoje estou sim muito pensativa....com ‘idéia fixa’ dessa mania das pessoas não pensarem no tanto que estão deixando de serem felizes..... a felicidade é uma energia, circula no é dando que se recebe...se não está dentro, não há fora.
Vou procurar circular... se errei vou respirar fundo e pensar, se acertei vou tentar outras formas também pra viver melhor ainda....eu sou assim...uma idéia mutante, com idéia fixa de mudar!




Ps. A foto antes de operar e 6 meses depois com minha Benchmark Liana!

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

O que você come? = Como você vive?




Venho pensando na intima relação que temos com a comida desde que nascemos. A comida que nos dá a chance de crescermos e nos desenvolvermos, de nos protegermos, de termos autonomia física e mental.

Mas qual é nossa relação com a comida?
Pra meu espanto,
depois de ler vários artigos
escritos por pessoas estudiosas sobre o assunto,
e profissionais da área psicológica,
foi uma surpresa, descobrir que
a relação que temos com a comida
é a mesma que temos dos nossos sentimentos com o mundo.


Quer uma paralelo mais próximo?
Então faça duas colunas num papel em branco e escreva de um lado como você transa e do outro como você se alimenta.

Se você não degusta os alimentos, e não sente prazer nenhum ao comer, somente aquele ‘falso prazer’ de sentir a barriga cheia, e você for bem honesto com você mesmo, realmente sua coluna de ‘como você transa’ não vai ter nada muito diferente. Transar praticamente será uma forma de chegar ao fim, e não de aproveitar e ‘degustar o momento’.

Comer é sim um gesto muito cultural,
e desde que a nossa pequena
e mais legítima sociedade, nossa família,
nos ensinou que precisamos de sustância,
nós perdemos a ligação com o degustar,
e sentirmos o real prazer,
e passamos a ver a comida como um ‘fim’
o de encher a barriga e sentir-se saciado,


Para alguns ela cumpre um papel pior ainda (bom, difícil saber o que é pior na verdade), pois há quem coma só pra cumprir tabela, não tem nenhum sentimento por essa comida, sente a apatia total de quem se vê obrigado a engolir a gororoba, e isso não é nada bom!


Talvez seja uma forma, ‘calada’ de negar qualquer forma de envolvimento seu consigo mesmo, e o pior, com qualquer coisa exterior. Se você está dentro desse quadro, pergunte-se no que acha graça no mundo. Quando houve uma musica, você permite que ela lhe toque o coração? E uma paisagem bonita? Já se perguntou se está com medo de se machucar e por isso se esconde atrás de uma couraça de apatia?

Não dá pra negar que comer é um ato afetivo, começa quando nossa mãe nos dá o leite materno, resta a nós fazermos desse ato ser recheado de bons ou maus sentimentos.

Incrível como nossa relação com a comida
nos diz tanto sobre nós.

Para mim os tempos agora são de degustação.
Quero degustar os momentos, os sabores,
os beijos, as cores, as músicas,
a vida...e a partir daí, conhecer meus sentimentos
e me conhecer melhor.

Descobri que posso comer saudável e com prazer! O prazer está em como me relaciono com a comida no momento que a degusto...percebi que ando gostando mais das comidas delicadas, as quais me inspiram com seus sabores, do que nas 'pesadonas' nas quais sinto só o sal.

Se antes eu queria sentir a barriga cheia, agora quero sentir o coração quente! Afinal, é melhor viver (e sentir) do que apenas existir!

Uma ótima semana a todos.
Fiquem a vontade para comentar!
Bjs
Nanny

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Quem tem medo de ser magra?



E eu descobri que tinha...
ainda tenho, mas vai virar tinha já já.

Tudo é um processo, e nos processos temos sempre o direito de fazer escolhas, e o resultado dessas escolhas é que colhemos os frutos da nossa coragem ou da nossa fraqueza.

Pois é descobri que é preciso ter coragem pra admitir que tenho medo sim....e que esse medo, ou medos se não forem revisitados e encarados, entendidos e sublimados, não desaparecem, e o efeito que eles provocam, mesmo depois de sanados, é o de voltarem a aparecer. E aí colheremos a fraqueza de ficarmos negando que temos medo.

O medo na verdade é um sentimento natural do ser humano,
ele nos defende dos perigos, o que pode ser saudável,
mas também pode ser negativo e se tornar um autosabotador.


E isso já aconteceu comigo...lembram o que eu contei que emagreci 100 kgs e não consegui ficar sem o casaco adiposo que me envolvia..., pois é, pouco a pouco ele foi voltando...

Lendo um artigo sobre o medo de ser magra me vi em várias situações e senti até um certo conforto de saber que é normal as pessoas viverem esses momentos de conflito, onde o consciente diz siga adiante, e o inconsciente fica arrumando várias justificativas para te sabotar.

Não quero mais me justificar!
Quero seguir,
ir ao encontro do que quero,
do destino que eu escolhi para mim.


Por isso eu sempre falo tanto do autoconhecimento, e vou ser chata nisso até o fim.
Entendi que várias mensagens que enviamos ao nosso cérebro, se não forem escritas da maneira correta serão mal interpretadas.

Um exemplo disso é que se você disser a si mesma que quer "Perder" tantos kilos, seu corpo pode não ver isso com bons olhos, pois ninguém quer "sair perdedor" de nada. Não é uma palavra positiva, e você sente como se estivesse arrancando algo de você!

Então eu não quero perder nada!!

Quero me "libertar" de mais 25 kgs que envolvem a real "eu".

Há quase um mês atrás me peguei em meio a várias atitudes contra mim mesma:
Tranquei a academia,
comecei a comer bolinhos light todos os dias,
a fazer mais lanchinhos do que realmente precisaria e etc...
E percebi que comecei a comer mais pelo medo de sentir fome, medo de sentir frio.
Na verdade o medo de me sentir desprotegida!

Tudo bem, quem ler isso vai dizer..."Cara, essa daí é fanática!!" Não, não sou! Se eu me dispus a passar por uma gastroplastia, há quase 6 meses atrás, eu deveria pensar em um ano de investimento na libertação da maior quantidade de kilos que conseguisse...então, acho que de repente passei a me desviar desse foco.

Mas com o incentivo da terapia, das pessoas que me rodeiam e de minha família, eu vou continuar.

Hoje voltei para a academia e malhei pra caramba...suei muito mesmo! Mas em cada gota eu me sentia mais perto do meu objetivo.

Quero ser magra sim! Quero me sentir saudável, bonita e feliz!
Por isso vou olhar no espelho todos os dias e me perguntar: E aí, quem tem medo de ser magra??Uma ótima semana a todos.
bjs
Nanny

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Quem sou eu, por mim mesma!


Outro dia me perguntaram: - Depois de todas as transformações pelas quais você já passou, quem é a Nancy hoje?
Daí, depois de pensar um pouco, aí vou ‘Eu’...35 kgs mais magrinha!!!!

Eu sou uma frase...
que alguém disse por dizer e não pensou na profundidade das palavras.
Quem já me conhece a mais tempo diria que eu sou um texto, outros, um livro inteiro....pois não sou muito de resumir, ....prefiro que as pessoas se fartem do que passem fome.
Sou feliz como se esse chip já tivesse nascido dentro de mim com uma carga extra de endorfina, que independe do estar ou ter, apenas sou desse jeito, sei lá.
Medo eu tenho sim! O de ter medo de fazer as coisas que quero, de dizer o que tenho vontade e de ir aonde quero estar..... resumindo, seria o medo de não ser eu!
No mais eu me sinto a vontade... tão a vontade que quem me conhece, pode me odiar a primeira vista, mas todos corremos nossos riscos.
Quanto mais a madureza inevitável da idade biológica me alcança, mais eu penso que a liberdade é impagável, e por isso eu mesma me acho muitas vezes um ser humano meio às avessas...mas confio no meu bom coração.
E essa liberdade a que me refiro não é a exterior, em que tantos podem pensar, num estado civil, ou coisa e tal....não! Falo aqui da minha liberdade interior. Se antes eu me sentia dentro de uma kitnet, hoje me sinto numa fazenda...o espaço é tão grande que às vezes me perco dentro de mim...mas, quem não se perde assim? Melhor sensação não há!
Para mim tesouro são palavras, e as palavras são como o tempo, se deixa-las passar podem voltar, mas serão outras...como o tempo à frente nunca será igual o que se foi, e por isso agarro-me a elas e vou!
Gosto de tudo que me proporcione a alegria de simplesmente ser eu. De fazer coisas que sejam únicas, pois uma criação é peça original, e não merece ser feita em série.
Pinto, escrevo, me enfeito, cozinho, bordo, toco um instrumento, falo, leio, amo, sinto, escuto música, analiso, abraço, penso, me emociono e bebo muito vinho....ah! isso eu já descobri que alimenta meu espírito, e se tenho um vício, além do de falar demais, é esse, o vinho. E o melhor de tudo é que do vinho tiro o veneno e o antídoto para as horas que bem entender....não sei explicar como funciona, mas é perfeito, é divino.
o racional me escapa, faço conta só para saber quantos dias faltam para o fim de semana. Números? só os dos batons. Bens? Só o meu bem-querer....mas como ninguém é perfeito, eu me gosto assim mesmo.
Se eu fosse uma música, seria alguma de Cole Porter, difícil dizer exatamente qual, pois uma música seria muito pequena pra me cantar inteira. Se eu fosse uma cidade, por enquanto seria uma cidade nevada, mas com céu azul: casas aconchegantes de estilo alemão, e sempre cheia de motivos para se esquentar com vinho, já que há muita neve lá fora.
Sou confortável.... gosto de me sentir segura dentro do meu conforto, porém ao mesmo tempo eu me atiro para fora do colchão porque uma necessidade de realizar quer que eu saia do lugar a qualquer custo.
E nessa hora sou uma batalha, meio como a do cavalo de tróia, eu me espezinho, me aconselho, me ataco de surpresa, me defendo, de repente paro e deixo tudo como está, me dou uns petelecos, e fico assistindo para ver quem vai ganhar..., mas até com isso eu me divirto pois nunca sei qual vai ser o final.
Enfim, para mim, eu sou assim: não se trata de como as coisas são, mas de como eu as faço serem!

terça-feira, 28 de julho de 2009

Na gripe Manoelítica, só dez por cento é mentira!


Olhe onde você não está

Lembre das viagens que não fez

Repita o que nunca ouviu

E a poesia acontecerá em você!

Nancy S.




Vi o documentário do poeta Manoel de Barros,
'Só dez por cento é mentira' ontem e fiquei contagiada,

ainda mais porque vivo das palavras,

e talvez eu tenha mais sorte por isso,

do que ele próprio que teve que comprar seu ócio!



‘Se os fatos não correspondem à ficção, pior para os fatos!’

‘...eu não saio de mim nem para pescar!’

Realmente uma delicadeza literária! Vale a pena assistir.



Sem falar que ele tem razão....

Invenção não é mentira, é simbologia, do que sente-se no fundo da alma

Escrever é assim.....só quem escreve sabe as histórias que carrega no seu interior.

E é preciso coragem pra ser o que se quer, e não o que os outros esperam que você seja.

Mas quem tem esse olhar torto de poeta ou escritor, que ele mesmo diz, tem coragem de ser

aquilo que simplesmente é, eu sei porque sou assim, e agora eu vi, que não sou tão louca assim....


Importante é também comentar que no tocante à poesia, que é o contexto de Manoel,

é um tanto mais delicado, porque a poesia requer descobrimento, e o mais interessante

é que cada um vai se ver naquilo que ler, ninguém vê poesia igual, a leitura é particular e única.



Só sei dizer que no final do documentário aconteceu....

Peguei a gripe manoelítica...e essa eu quero passar pra frente

A cura? só com vacina de escrever,

Se é que alguém vai querer se curar...

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Top Blog




Meu blog foi indicado!
Se quiserem votar tudo bem!
Senão, continuem acompanhando que tá ótimo!

Vamos filosofar um pouco? Então Kant comigo!

Ontem lendo um texto de um homem com grande conhecimento em filosofia, recordei de quantos estudos realizei, em consequência de bolsas pesquisa, que me proporcionaram 4 anos com 100% de isenção de mensalidade na faculdade.
Mas não podia ter sido melhor, pois enquanto todo mundo fugia dessas matérias, eu adorava viajar pelos meridianos do ser humano, sempre apostando na teoria daquele que fosse desvenda-lo com mais profundidade.
É, vocês tem toda razão se me disserem que filósofos, sociólogos e até os pais da comunicação, expressavam-se de maneira complexa, e eu justificarei dizendo que para falar de assuntos tão complexos, restariam poucas expressões simplistas que conseguiriam dizer tudo.
Lembro-me ainda que adorei a primeira vez que li ‘O meio é a mensagem’, e daí logo pensei: Pois é como desvincular nosso conteúdo interior do ambiente no qual nos desenvolvemos? (uma interpretação particular minha).
E daí vi que uma coisa completava a outra, ou seja as teorias filosóficas, da comunicação, e etc em conjunto mostram várias facetas de uma única história: O ser humano procurando a sua essência.
Nossa identidade cultural, as regras da sociedade, a educação que nossos pais nos deram, e todo o repertório que por décadas vamos adquirindo, vão se entrelaçando dentro de nós de um jeito que podem acabar criando imensos ‘nós’, se não forem organizados.
Uma vez lembro ter estudado um livro de psicanálise do comportamento humano, de Jean-Marrie (não me lembro o sobrenome) que falava sobre atitudes que realizamos para nos sentirmos menos culpados e aceitos, como dar dinheiro no farol. Recordo-me claramente de pensar: Nossa! Queremos nos desculpar por sermos felizes! Por isso McLuhan para mim vai estar sempre tão atual: ‘...Meios geram ambientes que moldam os tipos de sociedades e as formas de vida, com conseqüências profundas no homem. É por isso que o meio é a mensagem’. É ele tem razão, o ser humano está sempre preocupado com o que os outros vão pensar, com o que vão dizer sobre mim, sobre você, sobre todos nós, e é a mensagem que os meios subliminarmente enviam de volta a nós.
Por isso eu pergunto: E o que nós pensamos sobre nós mesmos? Isso deveria ser o mais importante não é mesmo? Mas pra responder isso precisamos nos sentir independentes, meio que expatriados do nosso meio. E isso não é fácil, pois não falo aqui da independência numa atitude contraventora, que fere o direito do próximo, mas sim numa atitude de ciência de si mesmo.
Por isso eu gosto tanto de um cara, que lá da Prússia escreveu o seguinte: ‘...o conhecimento, não é o reflexo do objeto exterior. É o próprio espírito humano que constrói - com os dados do conhecimento sensível - o objeto do seu saber.’
(Immanuel Kant, descrito por Fichte, como 'a razão pura encarnada').
E eu acrescentaria: ‘leia, reflita, conheça a ti mesmo e alcançará a tua tão feliz liberdade!’
Então kant comigo!
Uma ótima segunda a todos.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

ESCOLHAS

Gostaria hoje de falar sobre as escolhas que fazemos e que muitas vezes, deixamos de fazer.

Eu sempre digo que o mais fantástico da vida é termos o direito de fazer escolhas, de mudar de idéia de seguirmos por um caminho, e se quisermos, tentar outro. Porém fazer escolhas nem sempre é fácil, pois inclui arcarmos com as consequências dessa escolha. E daí dá uma vontade de gritar: HEI!!! ALGUÉM ME DÁ UMA LUZ??? ALGUÉM AÍ PODE ME DIZER O QUE EU FAÇO???

Desde que eu fiz a cirurgia de redução do estômago, eu decidi que seria verdadeira comigo, e que tomaria as minhas decisões baseada no mais saudável para mim. Sempre buscando a minha felicidade, sem ferir o direito do outro. Isso, depois de uma passado onde por várias vezes atropelei meus sentimentos sem meias medidas.

Porém, neste momento de minha vida, me peguei atropelando meus sentimentos novamente. E desta vez foi uma surpresa para mim me perceber, de repente, e me pegar com a boca na botija, o susto foi grande. Eu chorei e fiquei bem chateada comigo, parei, pensei e tive que ter aquela paciência toda de entender o que estava se passando. Mas em seguida pensei... eu enxerguei, desta vez eu quis ver! E o melhor de tudo foi que não me submeti a ‘comer minhas emoções’.

Lembrei-me então das palavras da minha terapeuta, quando me disse que nós somos responsáveis somente por nossas escolhas e não pelas escolhas ‘do outro’. E pensei: É verdade, por mais que eu queira que uma amiga ou amigo sigam por tal caminho, eu não posso me sentir responsável pela escolha deles. Temos que amar as pessoas como elas são, e amá-las até nas horas em que trilham por um caminho que não seja o melhor. Cada um tem o direito de escolher por onde quer seguir. E isso serve para nós mesmos, por isso quando escolhi não comer minhas emoções eu me amei. E isso deixou meu coração mais leve.

E que cada um de nós faça as melhores escolhas...
Escolher ser feliz ou triste, viver bem ou mal, resolver os problemas ou se alimentar deles, seguir em frente em busca da felicidade ou se contentar com a situação em que vive agora, aspirar por um futuro feliz ou viver na sombra do passado.....
Então que tal escolher ser feliz hoje?
Eu vou tentar!

Um beijo a todos
Nanny