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quarta-feira, 2 de março de 2011

2 anos!


2 anos!

Dia 08 de fevereiro comemorei 2 anos de borboletismo, dessa transformação, essa cirurgia emocional vivenciada dia apos dia, do qual a cirurgia do estômago fez parte.
Foram tantos acontecimentos nesse período, e todos num romper de situações que me fizeram sempre escolher por qual caminho seguir. Eu que sempre tive dificuldade para escolher por onde ir, pra ser dona da minha direção, tive que ter coragem, enfrentar e fazer minhas escolhas. Foram e são muitos momentos de alegria, mas também foram muito momentos de crises, onde pela primeira vez eu não fugi, não me escondi, eu voei de encontro a elas, e as reverti. Porque é assim que nós borboletas aprendemos a lidar com a vida, por mais frágeis que pareçamos, e por mais aterrorizante que possa parecer a tempestade, nós confiamos, nos abrigamos durante a chuva pesada, e aprendemos a reconhecer o momento certo de batermos nossas asas para fora e ver tudo como está, e por tudo em ordem. Não há caos que não possa ser ordenado, situação que não possa ser revisitada, avaliada e modificada. Tudo tem jeito e estamos no mundo pra dar um jeito. O nosso jeito de ser feliz, o nosso jeito de evoluir, e só há um jeito, sendo feliz. Sem felicidade não saímos do lugar, a revolta é uma ancora que nos prende aos mesmos lugares, às mesmas situações, aos mesmo empregos, aos mesmos relacionamentos. Já a felicidade é leve, ela nos deixa voar cada vez mais alto, em direção aos nossos sonhos. E aí está a diferença entre quem se esforça com raiva e quem se esforça com amor pelo que busca.
E isso foi uma das maiores lições que aprendi, ser feliz basta, e nos leva sempre alem, como um ímã, atrai os acontecimentos até nós. E daí a gente sente que quanto mais nos conhecemos, quanto mais enfrentamos nossos medos e dúvidas e aumentamos nossa autoconfiança, menos precisamos compensar as coisas. Hoje não preciso mais comer meus problemas, minhas angustias....simplesmente os encaro e os resolvo. Não preciso mais me proteger com medo de sentir dor, porque a partir do momento que fui lá e encarei o monstro interior de frente, ele se enfraqueceu e eu me descobri mais forte do que nunca. Os confrontos foram muitos, mas todos valeram à pena. Por isso, se somos livres para escolher. Que todos possamos fazer as melhores escolhas para evoluirmos.
A todos que acompanharam meu blog, que ficou mais de 6 meses parado, mas agora voltará, tenho um conselho amigo para dar: Obesidade é só um efeito. Trate a causa! Se conheça, descubra porque está obeso. A cirurgia do estômago é só uma parte do tratamento. O seu corpo está do jeito que você precisa que ele esteja. Então invista em terapias que te ajudem a se redescobrir e a partir daí o céu é o limite. E isso não só em relação à obesidade, mas em tudo que não está nos deixando sentir a felicidade plena. Se você não descobrir o porque e tratar, precisará da sua proteção de volta, e a gordura pode voltar com tudo. Então trate-se, descubra o que te faz infeliz e principalmente o que te traz felicidade!
Lute pela sua! Com amor, tudo vale à pena, tudo conduz à felicidade!

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Ainda me lembro!


Ainda me lembro do dia que subi na balança do centro de saúde onde meu tio, medico endocrinologista trabalhava, e o ponteiro marcou 187 kgs, e eu desci arrasada. Por mais que tudo eu tentasse o meu peso só subia. Ainda me lembro do dia que entrei em um cursinho pra fazer uma prova pra conseguir bolsa de estudo e não consegui sentar na cadeira, e voltei pra casa e chorei pensando o que eu ia fazer da vida se não conseguiria nem prestar um vestibular pra fazer faculdade.

Mas de uma coisa eu também me lembro bem, nunca desisti. Eu não acreditava que tinha vindo ao mundo pra sofrer. Eu acreditava todos os dias na felicidade e que eu iria conseguir me tratar....e assim o tratamento do meu problema de hipófise aconteceu, com a ajuda de primos queridos que jamais esquecerei, e do medico que acreditou em mim e me tratou até o dia que me deu alta. E assim eu encontrei um instrutor de academia que investiu seu tempo em mim, e me ajudou pra que eu emagrecesse 100 kgs .

E assim também encontrei o Dr Henrique Walter Pinotti que também nunca mais será esquecido, que conseguiu que eu fizesse as plásticas no Hospital das Clínicas.
Ainda me lembro de todas as vezes que pedi a Deus que fortalecesse a minha fé, pois eu tinha a certeza de que vim ao mundo pra fazer muitas coisas e viver muito.

E assim eu cresci, segui, tropecei, me levantei novamente, e cheguei até o dia de hoje. Ainda me lembro de toda as vezes que me esforcei, tive força de vontade e segui adiante, e não me arrependo de nada, porque se eu errei, aprendi com meus erros e eles me ajudaram para que eu me fortalecesse e seguisse adiante.

E é com alegria, lembrando de todo o trajeto de uma pequena vida, que eu dou hoje a vida toda a minha gratidão, e que essa foto estimule todos a buscarem seus sonhos, lutarem pelo seu lugar ao sol. Nada é impossível, basta acreditar! Pois todas as vezes que eu acreditei na vida, ela acreditou em mim!

domingo, 18 de outubro de 2009

A mulher da menina




Quanto mais eu olho minhas fotos de gordinha, e agora mais magrinha, eu vejo a diferença entre a menina e a mulher. Pode parecer um contra-senso pois dizem que remocei. Porém eu me sentia mais menina, e agora me sinto mais mulher. Vejo formas e contornos que antes estavam escondidos. Sinto-me mais sensual, mais delicada, e acho que isso é um caminho natural de toda essa transformação. Não penso em melhor comparação do que a que tantos fazem entre o casulo e a borboleta....é realmente a tradução de um sentimento que nos envolve nesse momento.
Nós mulheres, todas nós temos que viver esse momento, essa poesia, essa delicadeza. Cada uma a sua forma e ao seu jeito. Para mim está sndo assim, mas cada uma passa por uma transformação, que não precisa ser essa da forma física, já que somos todas 'emoção', pode ser qualquer outra transformação. E transformar sentimentos em forma faz bem....e forma em sentimento também!


E agora mais uma poesia do meu novo momento poesístico:
'quero que me queira
desde que me queira
do jeito que quero
sem mais querer
me despeço
deixando dessa maneira
que me venha despretencioso
de suas querências...
Não, eu não sou egoísta
mas quero viver as minhas querências
as minhas maneiras
do jeito que eu quiser
também sou despretenciosa
mas sou mulher'


NS

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Sentir, transformar, comunicar!


Experiência é percepção compreendida. – Kant

Eu confesso: Já vivi relacionamentos que naufragaram entre outras coisas por falta de comunicação. Eu mesmo acho que naufraguei por esse motivo.
Alguns se perguntarão: Você? Que fala pelos cotovelos, é supercomunicativa? Sim, eu! Mas falar, é diferente de expor sentimentos.

Acho que isso tem um pouco a ver com uma frase de kant
‘A sabedoria das mulheres não é raciocinar, é sentir.’

E acho que por muitas vezes eu fiquei tanto no sentir que não consegui achar a porta de saída pra exteriorizar em palavras e engoli, e engordei, e os sentimentos não viraram palavras, e as palavras não foram ditas.
Acho que muitas vezes não dizemos, não expressamos, por isso colocar em uma situação conflitante dois sentimentos intensos, o amor e medo.

‘Não há garantias. Do ponto de vista do medo, ninguém é forte o suficiente. Do ponto de vista do amor, ninguém é necessário.‘ – Kant

Pensei nessa frase, uma das mais intrigantes para mim. E eu pensava, como assim do ponto de vista do amor ninguém é necessário....e depois de alguns anos e muitas experiências, consegui enfim entender, que amor é sentimento que liberta, ˜ão está submisso ao medo...ele é maior, ele é a forma mais plena de sentimento.

Então por amor, a mim principalmente comecei a transformar sentimentos em palavras, e palavras em frases, e consegui exorcizar meus medos, e então realizei.

‘Quanto mais amor temos, tanto mais fácil fazemos a nossa passagem pelo mundo.’ – Kant

E percebi daí quanto tudo é mais simples, mais fácil, porque quando eu segurava meus sentimentos dentro de mim, eles se transformavam em monstros, e monstros assombram, e não nos deixam ver com clareza....acabam por vezes nos engolindo.

Hoje, ultrapassando a barreira de mais de 40 kilos que não eram meus, não são meus, eu me vejo cada vez mais....as palavras saem cada vez mais fácil, e eu me mantenho mais na realidade do que na imaginação, apesar desse território ser muito forte em mim, já que a felicidade, segundo Kant, não é um ideal da razão mas sim da imaginação. Mas o importante é conseguir realizá-la, transformando vontade em ação, comunicando sentimentos.

‘Duas coisas me enchem a alma de crescente admiração e respeito, quanto mais intensa e freqüentemente o pensamento delas se ocupa: o céu estrelado sobre mim e a lei moral dentro de mim.’ - Kant

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Verdades...



Será que as verdades são para sempre?
Tenho para mim que elas mudam, se transformam, tomam outro lado.
Se a verdade tem uma cor, pode ser que você enjoe dela, e queira uma de outra cor.
É tão interessante como a mudança de valores nos faz abrir mão de certas posturas. Será isso amadurecer? Acho que sim, mas é realmente uma sensação curiosa.

Como assim deixar de gostar tanto de uma coisa que há algum tempo juramos amor eterno?
Ah! Entendi... somos nós que mudamos, elas continuam as verdades de sempre..
E cada vez é mais verdade que para o dia de hoje cabem as verdades de hoje.

Amanhã? Já não sei mais.
Se quero ou não quero
Decido na hora
Se ela chegar
Quando for, eu saberei.


Até lá me reservo o direito de não emitir nenhuma opinião. Me desapegarei das antigas verdades e me vestirei com as atuais, até que elas se cansem e me abandonem.
Isso! Na verdade acho que elas é que nos abandonam, é como uma calça que já não nos serve mais, fica larga, não valoriza nossa forma, e daí, ela cai...fica para trás.
Por isso quero sempre me vestir das verdades que valorizam minhas formas físicas e essenciais.

Vou seguir, vestida de fantasia
Pelo tempo que isso fizer minha alegria
A ficção pode ser mais carnal
Do que as verdades da vida real

Ah! mas há uma verdade que sempre cai bem
A que veste minha essência de 'quem'
quem o coração disser que fica
para não vê-lo nunca partir

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

O que você come? = Como você vive?




Venho pensando na intima relação que temos com a comida desde que nascemos. A comida que nos dá a chance de crescermos e nos desenvolvermos, de nos protegermos, de termos autonomia física e mental.

Mas qual é nossa relação com a comida?
Pra meu espanto,
depois de ler vários artigos
escritos por pessoas estudiosas sobre o assunto,
e profissionais da área psicológica,
foi uma surpresa, descobrir que
a relação que temos com a comida
é a mesma que temos dos nossos sentimentos com o mundo.


Quer uma paralelo mais próximo?
Então faça duas colunas num papel em branco e escreva de um lado como você transa e do outro como você se alimenta.

Se você não degusta os alimentos, e não sente prazer nenhum ao comer, somente aquele ‘falso prazer’ de sentir a barriga cheia, e você for bem honesto com você mesmo, realmente sua coluna de ‘como você transa’ não vai ter nada muito diferente. Transar praticamente será uma forma de chegar ao fim, e não de aproveitar e ‘degustar o momento’.

Comer é sim um gesto muito cultural,
e desde que a nossa pequena
e mais legítima sociedade, nossa família,
nos ensinou que precisamos de sustância,
nós perdemos a ligação com o degustar,
e sentirmos o real prazer,
e passamos a ver a comida como um ‘fim’
o de encher a barriga e sentir-se saciado,


Para alguns ela cumpre um papel pior ainda (bom, difícil saber o que é pior na verdade), pois há quem coma só pra cumprir tabela, não tem nenhum sentimento por essa comida, sente a apatia total de quem se vê obrigado a engolir a gororoba, e isso não é nada bom!


Talvez seja uma forma, ‘calada’ de negar qualquer forma de envolvimento seu consigo mesmo, e o pior, com qualquer coisa exterior. Se você está dentro desse quadro, pergunte-se no que acha graça no mundo. Quando houve uma musica, você permite que ela lhe toque o coração? E uma paisagem bonita? Já se perguntou se está com medo de se machucar e por isso se esconde atrás de uma couraça de apatia?

Não dá pra negar que comer é um ato afetivo, começa quando nossa mãe nos dá o leite materno, resta a nós fazermos desse ato ser recheado de bons ou maus sentimentos.

Incrível como nossa relação com a comida
nos diz tanto sobre nós.

Para mim os tempos agora são de degustação.
Quero degustar os momentos, os sabores,
os beijos, as cores, as músicas,
a vida...e a partir daí, conhecer meus sentimentos
e me conhecer melhor.

Descobri que posso comer saudável e com prazer! O prazer está em como me relaciono com a comida no momento que a degusto...percebi que ando gostando mais das comidas delicadas, as quais me inspiram com seus sabores, do que nas 'pesadonas' nas quais sinto só o sal.

Se antes eu queria sentir a barriga cheia, agora quero sentir o coração quente! Afinal, é melhor viver (e sentir) do que apenas existir!

Uma ótima semana a todos.
Fiquem a vontade para comentar!
Bjs
Nanny

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Quem tem medo de ser magra?



E eu descobri que tinha...
ainda tenho, mas vai virar tinha já já.

Tudo é um processo, e nos processos temos sempre o direito de fazer escolhas, e o resultado dessas escolhas é que colhemos os frutos da nossa coragem ou da nossa fraqueza.

Pois é descobri que é preciso ter coragem pra admitir que tenho medo sim....e que esse medo, ou medos se não forem revisitados e encarados, entendidos e sublimados, não desaparecem, e o efeito que eles provocam, mesmo depois de sanados, é o de voltarem a aparecer. E aí colheremos a fraqueza de ficarmos negando que temos medo.

O medo na verdade é um sentimento natural do ser humano,
ele nos defende dos perigos, o que pode ser saudável,
mas também pode ser negativo e se tornar um autosabotador.


E isso já aconteceu comigo...lembram o que eu contei que emagreci 100 kgs e não consegui ficar sem o casaco adiposo que me envolvia..., pois é, pouco a pouco ele foi voltando...

Lendo um artigo sobre o medo de ser magra me vi em várias situações e senti até um certo conforto de saber que é normal as pessoas viverem esses momentos de conflito, onde o consciente diz siga adiante, e o inconsciente fica arrumando várias justificativas para te sabotar.

Não quero mais me justificar!
Quero seguir,
ir ao encontro do que quero,
do destino que eu escolhi para mim.


Por isso eu sempre falo tanto do autoconhecimento, e vou ser chata nisso até o fim.
Entendi que várias mensagens que enviamos ao nosso cérebro, se não forem escritas da maneira correta serão mal interpretadas.

Um exemplo disso é que se você disser a si mesma que quer "Perder" tantos kilos, seu corpo pode não ver isso com bons olhos, pois ninguém quer "sair perdedor" de nada. Não é uma palavra positiva, e você sente como se estivesse arrancando algo de você!

Então eu não quero perder nada!!

Quero me "libertar" de mais 25 kgs que envolvem a real "eu".

Há quase um mês atrás me peguei em meio a várias atitudes contra mim mesma:
Tranquei a academia,
comecei a comer bolinhos light todos os dias,
a fazer mais lanchinhos do que realmente precisaria e etc...
E percebi que comecei a comer mais pelo medo de sentir fome, medo de sentir frio.
Na verdade o medo de me sentir desprotegida!

Tudo bem, quem ler isso vai dizer..."Cara, essa daí é fanática!!" Não, não sou! Se eu me dispus a passar por uma gastroplastia, há quase 6 meses atrás, eu deveria pensar em um ano de investimento na libertação da maior quantidade de kilos que conseguisse...então, acho que de repente passei a me desviar desse foco.

Mas com o incentivo da terapia, das pessoas que me rodeiam e de minha família, eu vou continuar.

Hoje voltei para a academia e malhei pra caramba...suei muito mesmo! Mas em cada gota eu me sentia mais perto do meu objetivo.

Quero ser magra sim! Quero me sentir saudável, bonita e feliz!
Por isso vou olhar no espelho todos os dias e me perguntar: E aí, quem tem medo de ser magra??Uma ótima semana a todos.
bjs
Nanny

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Quem sou eu, por mim mesma!


Outro dia me perguntaram: - Depois de todas as transformações pelas quais você já passou, quem é a Nancy hoje?
Daí, depois de pensar um pouco, aí vou ‘Eu’...35 kgs mais magrinha!!!!

Eu sou uma frase...
que alguém disse por dizer e não pensou na profundidade das palavras.
Quem já me conhece a mais tempo diria que eu sou um texto, outros, um livro inteiro....pois não sou muito de resumir, ....prefiro que as pessoas se fartem do que passem fome.
Sou feliz como se esse chip já tivesse nascido dentro de mim com uma carga extra de endorfina, que independe do estar ou ter, apenas sou desse jeito, sei lá.
Medo eu tenho sim! O de ter medo de fazer as coisas que quero, de dizer o que tenho vontade e de ir aonde quero estar..... resumindo, seria o medo de não ser eu!
No mais eu me sinto a vontade... tão a vontade que quem me conhece, pode me odiar a primeira vista, mas todos corremos nossos riscos.
Quanto mais a madureza inevitável da idade biológica me alcança, mais eu penso que a liberdade é impagável, e por isso eu mesma me acho muitas vezes um ser humano meio às avessas...mas confio no meu bom coração.
E essa liberdade a que me refiro não é a exterior, em que tantos podem pensar, num estado civil, ou coisa e tal....não! Falo aqui da minha liberdade interior. Se antes eu me sentia dentro de uma kitnet, hoje me sinto numa fazenda...o espaço é tão grande que às vezes me perco dentro de mim...mas, quem não se perde assim? Melhor sensação não há!
Para mim tesouro são palavras, e as palavras são como o tempo, se deixa-las passar podem voltar, mas serão outras...como o tempo à frente nunca será igual o que se foi, e por isso agarro-me a elas e vou!
Gosto de tudo que me proporcione a alegria de simplesmente ser eu. De fazer coisas que sejam únicas, pois uma criação é peça original, e não merece ser feita em série.
Pinto, escrevo, me enfeito, cozinho, bordo, toco um instrumento, falo, leio, amo, sinto, escuto música, analiso, abraço, penso, me emociono e bebo muito vinho....ah! isso eu já descobri que alimenta meu espírito, e se tenho um vício, além do de falar demais, é esse, o vinho. E o melhor de tudo é que do vinho tiro o veneno e o antídoto para as horas que bem entender....não sei explicar como funciona, mas é perfeito, é divino.
o racional me escapa, faço conta só para saber quantos dias faltam para o fim de semana. Números? só os dos batons. Bens? Só o meu bem-querer....mas como ninguém é perfeito, eu me gosto assim mesmo.
Se eu fosse uma música, seria alguma de Cole Porter, difícil dizer exatamente qual, pois uma música seria muito pequena pra me cantar inteira. Se eu fosse uma cidade, por enquanto seria uma cidade nevada, mas com céu azul: casas aconchegantes de estilo alemão, e sempre cheia de motivos para se esquentar com vinho, já que há muita neve lá fora.
Sou confortável.... gosto de me sentir segura dentro do meu conforto, porém ao mesmo tempo eu me atiro para fora do colchão porque uma necessidade de realizar quer que eu saia do lugar a qualquer custo.
E nessa hora sou uma batalha, meio como a do cavalo de tróia, eu me espezinho, me aconselho, me ataco de surpresa, me defendo, de repente paro e deixo tudo como está, me dou uns petelecos, e fico assistindo para ver quem vai ganhar..., mas até com isso eu me divirto pois nunca sei qual vai ser o final.
Enfim, para mim, eu sou assim: não se trata de como as coisas são, mas de como eu as faço serem!

quinta-feira, 23 de julho de 2009

ESCOLHAS

Gostaria hoje de falar sobre as escolhas que fazemos e que muitas vezes, deixamos de fazer.

Eu sempre digo que o mais fantástico da vida é termos o direito de fazer escolhas, de mudar de idéia de seguirmos por um caminho, e se quisermos, tentar outro. Porém fazer escolhas nem sempre é fácil, pois inclui arcarmos com as consequências dessa escolha. E daí dá uma vontade de gritar: HEI!!! ALGUÉM ME DÁ UMA LUZ??? ALGUÉM AÍ PODE ME DIZER O QUE EU FAÇO???

Desde que eu fiz a cirurgia de redução do estômago, eu decidi que seria verdadeira comigo, e que tomaria as minhas decisões baseada no mais saudável para mim. Sempre buscando a minha felicidade, sem ferir o direito do outro. Isso, depois de uma passado onde por várias vezes atropelei meus sentimentos sem meias medidas.

Porém, neste momento de minha vida, me peguei atropelando meus sentimentos novamente. E desta vez foi uma surpresa para mim me perceber, de repente, e me pegar com a boca na botija, o susto foi grande. Eu chorei e fiquei bem chateada comigo, parei, pensei e tive que ter aquela paciência toda de entender o que estava se passando. Mas em seguida pensei... eu enxerguei, desta vez eu quis ver! E o melhor de tudo foi que não me submeti a ‘comer minhas emoções’.

Lembrei-me então das palavras da minha terapeuta, quando me disse que nós somos responsáveis somente por nossas escolhas e não pelas escolhas ‘do outro’. E pensei: É verdade, por mais que eu queira que uma amiga ou amigo sigam por tal caminho, eu não posso me sentir responsável pela escolha deles. Temos que amar as pessoas como elas são, e amá-las até nas horas em que trilham por um caminho que não seja o melhor. Cada um tem o direito de escolher por onde quer seguir. E isso serve para nós mesmos, por isso quando escolhi não comer minhas emoções eu me amei. E isso deixou meu coração mais leve.

E que cada um de nós faça as melhores escolhas...
Escolher ser feliz ou triste, viver bem ou mal, resolver os problemas ou se alimentar deles, seguir em frente em busca da felicidade ou se contentar com a situação em que vive agora, aspirar por um futuro feliz ou viver na sombra do passado.....
Então que tal escolher ser feliz hoje?
Eu vou tentar!

Um beijo a todos
Nanny

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Não tem preço!

Hoje pela manhã, levantei-me a passos lentos e depois de despir o pijama quentinho, caminhei em direção a balança. O visor piscou, piscou e de repente eu tive confirmada a surpresa! Cheguei a onde eu tanto queria! Nem acreditava, desci e subi novamente, e os números foram confirmados! Ajoelhei no chão da sala de alegria e agradeci por ter chegado este dia. E tantas coisas passaram pela minha cabeça enquanto eu me vestia as 06:30 da manhã para ir ao trabalho. Lembrei de quando pensei num dia na hipótese de ter um bebê, e logo em seguida pensar que nem conseguiria agachar para brincar com meu filho ou filha....lembrei de todos os remédios que tomava por dia, e do quanto eu me sentia culpada, por de alguma forma, ter me deixado chegar naquela situação..... lembrei das minhas inseguranças, e de todas as vezes que me olhava no espelho e via reletida diante de mim uma imagem que não era a minha. Mas também fiquei orgulhosa de mim por uns instantes, por estar vivendo tudo isso e sempre ter sido feliz e grata pela vida que tinha, e por me ver uma pessoa tão acarinhada pela vida, meus amigos e minha família... eu nunca estive só! Saí de casa, as ruas ainda escuras, e eu escutei a música que me lembrou um momento, uma pessoa... e agradeci também por ela estar fazendo parte deste trecho de minha vida. Pensei em todas as coisas boas que me rodeiam, e que eu estava indo em direção ao meu trabalho, lugar que tanto amo. Não consegui segurar meu sorriso nem por um instante. Quando desci do ônibus as ruas já estava claras e o trechinho de céu azul que vi, me lembrou o quanto o universo é sábio, ao ter me dado oportunidades durante todos esses anos, para que eu me preparasse para o dia de hoje. Sim, eu acredito em meu coração que tudo tem seu momento certo, e que essa máquina do destino que nos conduz, sabe exatamente em que estação devemos descer. Isso é, se quisermos, é claro, pois ainda temos a total liberdade de escolher, se queremos ficar ou seguir.
E eu cheguei até a minha meta pessoal. São 33 kilos de felicidade, de confiança, de auto-estima, de gratidão. Pois estar saudável e feliz, não tem preço, e não há dinheiro algum no mundo que nos dê essa compensação. A minha jornada ainda continuará por mais 17 kilos, mas por enquanto eu cumpri o que prometi a mim mesma!Fiz por amor a vida, por amor a mim e às pessoas que me rodeiam.
Como eu cheguei? Confiei, acreditei, me respeitei e principalmente, nunca desisti. Pois apesar de nunca ter visto Deus, eu acredito que se ele se deu ao trabalho que criar todos nós, não foi para sofrermos, e sim para sermos 100% felizes, todos os dias!
E que assim seja!
bjs a todos
Nanny

terça-feira, 9 de junho de 2009

Presentes da vida que ficam para sempre!



E as vésperas do dia dos namorados, o amor vaga pelo ar envolvendo os corações adolescentes. E foi nessa época cor de rosa que a vida me presentou com um momento mágico. Já há mais de um ano sem ter contato com um ex-namorado (ao qual darei o codenome de Luis), que fez parte de um momento muito importante de minha vida, entre os anos de 2006 e 2007, tive notícias via msn e orkut e fiquei sabendo que estaria numa casa de salsa. Mas nesse mesmo dia eu tinha um aniversário, e como o Murph está sempre rodeando nossos pensamentos, eu já disse que ´se desse´eu iria...mas era já num tom de não vai dar. Enfim, fui ao aniver, estava super animado no bar 6:01, e quando já avançava a uma da matina, me deu uns cinco minutos eu eu disse: E se a gente fosse dançar salsa??? E minha amiga me olhou admirada do tipo (Essa louca tirou a salsa da onde a uma da manhã??) Acabamos que fomos, porque bomo boa escorpiana que sou, embuída de alto poder de persuasão, quando eu quero, eu consigo e fomos! Fui preparada pra tudo. Chegar lá e encontrar o Luis com outra, ou outras, pois sabe-se lá a uma da manhã se a coisa tá pegando e quem nessa já tá se garantindo. O pior que poderia acontecer era eu matar a minha vontade de ve-lo novamente e dançarmos salsa com um bando de desconhecidos. Chegamos ao local e eu, vestida de patricinha com olhos de cegatolina (pois imaginem só uma pessoa que usa quase três graus em cada vista, sem óculos a noite) procurei disfarçadamente pelo rapaz. Entramos, caminhamos até os fundos, subimos ao mezanino e descemos as escadas, quando de repente, como num filme da broadway ele me vê ao fim do último degrau: QUE ESPANTO! foi a cara que ele fez. Nos abraçamos, e foi mágico. Sabe quando toca aquela música ao fundo,....fundo do ouvido mesmo, e tudo ao redor para e só existe o que está acontecendo dentro de você?? Pois é nossa música tocou, era a mesma pra mim e pra ele. Ele estava admirado, quando namoramos eu era 30 kilos mais gordinha, e também passou muito tempo da última vez. Acho que nem pra mim e nem pra ele as últimas lembranças foram boas, pois tivemos uma última semana de namoro bem ruim e resolvi terminar. Nem discutimos, simplesmente apertamos o shutdown, e já era! Eu fiquei arrasada sim mas achei que era o melhor, e ele seguiu a vida dele. Voltando ao momento mágico, foi como se esquecessemos tudo o que foi de ruim. Eu vi outro Luis, era muito melhor do que aquele que eu tinha namorado, e ele viu uma Nancy Sensacional. Me senti a verdadeira Megasena, pois ele estava tão feliz, mas tão feliz que me apresentava a todos os amigos dele como a ex-futura-atual namorada. Era uma embriaguez só, mas nem era de alcool era de amor mesmo. Ele me falou tantas coisas sobre mim e tudo o que houve entre nós, que foi um dos momentos mias lindos que já vivi na vida. Pra mim tá eternizado, pois era tanto amor e tanta alegria, como se nada pudesse se abater sobre nós. Ele estava lá, sem máscaras dizendo que eu era uma mulher realmente para se casar. Olha nem sei aqui relatar tudo o que foi dito, só sei que foi coisa de Deus. Todo mundo deveria ter direito a um momento desses na vida. Nos beijamos e abraçamos a noite toda, envolvidos por uma manta de carinho tão macia que chegava a respirar devagar. Tudo isso foi até umas quatro e pouco da manhã. Ele fazia planos, mas eu só queria viver aquele momento, ali, e aquela hora. Ficou de me ligar no dia seguinte. Sim, eu esperei. não , ele não ligou. Mas pra mim foi providencial, pois eu ainda tinha muito daquele filme pra ver na minha mente. E demorei até o fim do dia pra ver tudo, e ainda faltou um pedaço. Minha adrenalina a mil.....sonhei, voei, viajei, vivi o momento além do espaço e do tempo, transcendi. Se ele vai me ligar ainda, ou quando?? eu nem penso sobre isso e acho melhor a vida seguir seu curso. Pois sinceramente acho que a adrenalina dele subiu tanto que ele disse mais do que conseguiria fazer e teve vontade de ir além da onde conseguiria chegar. Só sei que me proporcionou um dos momentos mais inesperados que já vivi, e é isso que vale. E contagiou a todos que estavam lá. Sabe o que é melhor do que ouvir de desconhecidos que você é linda? Você ouvir isso do homem que andou com você de mãos dadas na praia quando você estava recheando um biquini com 30 quilos a mais, e te apresentou aos amigos dele como se você fosse a mulher mais linda do mundo. Isso eu nunca vou esquecer. Ele gostou de mim mais do que eu mesma conseguia gostar!
Entenderam agora porque tudo foi tão especial.Eu realmentte não quero voltar ao passado, mas vamos dizer que isso foi um reconhecimento positivo por tudo e por todos que passaram em minha vida.
Só posso agradecer a Deus por nos ter proporcionado essa linda noite.
Essa fotinho??? Foi o modelito que eu estava usando quando vivi minha noite mágica!
Beijos a todos com 29 kilos de fagulhas de alegria!!!!!

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Só para compartilhar!

quinta-feira, 21 de maio de 2009

No vai e vem da sanfona – Never more!


Não esconda nem esqueça seus motivos. Eu emagreci 100kgs, porém não tratei o motivo pelo qual engordei e o resultado de tudo isso foi me manter em dieta constante e tomando remédios tarjados durante 10 anos, até que meu organismo não agüentou mais e num grito desesperado pela falta daquela proteção, pois o mundo ao meu redor me massacrava e eu não havia arrumado minha casa interior, tive que esconder tudo novamente, e engordei 40 kilos, os quais batalhei para conseguir emagrecer.
Não pense que simplesmente a gordura some e pronto. E mesmo que me tornei uma pessoa amargurada por causa disso. Não, definitivamente meu lema é mil fagulhas de alegria e eu, apesar de ser teimosa, tenho muito boa vontade em seguir o caminho certo. E isso depois que eu parei de mentir para mim mesma é claro.
Eu estou há 3 meses e 10 dias nesta fase do me auto-conhecer, do espelho da verdade comigo mesma, desde que fiz a cirurgia de redução doestômago prometi a mim mesma a verdade, nada além da verdade. Terapia toda semana sim! Vamos viver sem fantasmas, sem o peso no peito que pode aparecer para suprir a falta de peso. Por isso hoje não vou dizer 25 kilos a menos e sim 25 kilos mais feliz! Pois se tem alguma coisa que vale a pena pra substituir todo esse peso seu nome é FELICIDADE!

terça-feira, 12 de maio de 2009

O GUARDA-ROUPAS





TEXTO ESCRITO SEMANAS ANTES DA CIRURGIA!

Eu sempre busquei o que ser, o que fazer, ou sendo mais clara, no que me estabilizar, mas nessa minha busca desenfreada, as vezes, descobri que sabia fazer tantas coisas que a questão já não era mais sobre o que eu podia fazer, mas o que será que eu não conseguia fazer.

Quando eu era adolescente, digamos que eu não tinha o dom da beleza, então minha única forma de elogio era em cima do que eu conseguia fazer. Talvez seja uma revelação agora contar para minha irmã o quanto eu a invejava, no alto de sua beleza de olhos verdes e cabelão, sua perfeição escolar, porém eu no alto do meu peso não podia nem saber como ela se sentia. Houve uma fase da vida em que minha irmã e eu, praticamente com dois anos de diferença, éramos duas adolescentes procurando se entender. Mas ela me achava a popular, a adorada pelos primos e tios, a que cozinhava, bordava e tocava saxofone, enquanto ela não conseguiu sair das primeiras aulas, mas tinha um corpão, e o sucesso profissional, eu achava que ela tinha tudo e eu nada. Ainda me lembro de estarmos andando na rua e ela dizendo: -Eu não quero ser conhecida como sendo da família dos gordos! Eu dei risada após a sua colocação, mas acho que no fundo devo ter sentido suas mais profundas discriminações quanto ao estilo de vida que eu levava. Nessa época eu estava só um pouco preocupada com o assunto, mas como eu não conseguia emagrecer mesmo, e não tinha a menor noção do tamanho que eu era, tentava pensar em outras coisas, mas eram tantas coisas que acho que acabava não pensando em nada.

Me lembro que era uma disputa acirrada. Ela tinha os melhores trabalhos, e eu não conseguia passar de dar aulas particulares, ela era excelente aluna, e sempre se destacava. E eu, bom, eu pegava no livro e dormia, pois eu não conseguia entender matemática, e por duas vezes no ginásio, repeti em matemática, pois pra mim, não fazia o menor sentido. Eu era boa em outras coisas, teatro, fazer amigos, e de levar minhas atividades até o fim, enquanto que minha irmã tinha uma tendência a ser fogo de palha com as coisas. Mas com o passar dos anos, eu resolvi ir atrás do porque eu era gorda, e após tratamentos e muita determinação eu cumpri mais uma tarefa com sucesso, emagreci 100kgs, fiz várias cirurgias plásticas e me transformei na senhora perfeita por dentro e por fora.

Naquele momento eu percebi que minha irmã se desesperou, e simplesmente quanto mais eu emagrecia, mais ela engordava, pois não havia lugar para duas vencedoras no primeiro lugar do podium e lógico que nenhuma das duas queria ficar com o segundo lugar. Não me culpo, nem culpo a ela, pois nós duas fomos vítimas da síndrome do guarda-roupa.

Vou ainda estudar mais a fundo, mas penso que o nível da satisfação de uma pessoa é inversamente proporcional ao tamanho do seu guarda-roupa. Ta, eu explico melhor! Quando estamos vivendo plenamente, satisfeitos não sentimos necessidade de juntar qualificações, ou certificados de boa nisso ou naquilo. Resumindo, não temos necessidade de provar nada para ninguém, a não ser que esse alguém sejamos nós mesmos. E eu percebi que eu e minha irmã, passamos a vida somando, somando, somando, tantas coisas simplesmente por termos algum tempo de uma falsa satisfação, e depois abandonávamos todos os nossos dons, ou a maioria deles nas gavetas de um grande e bagunçado gurda-roupas. Percebi que eu não cozinhava porque eu gostava, mas sim porque era uma coisa que eu fazia bem, e isso me dava momentos de destaque. Estudei 5 anos de saxofone, não porque eu sonhava em ser musicista, mas porque era fácil e porque eu era boa em realizar tarefas, e com essa eu eu poderia ir até o fim. Por isso já não se tratava mais do que eu sonhava em fazer da minha vida, mas sim do que eu poderia fazer até o fim, sem ter nenhuma decepção, sem ser pior que as outras pessoas, sem ficar na desvantagem.

No final, quando caímos na realidade, e percebemos como a história começa e como ela foi ter um desenrolar tão adverso, é que nos damos conta que a sensação é a mesma de quando você compra, compra, compra, por comprar somente. Depois disso, a roupa fica lá, abandonada, já não vale mais nada, ela só foi capaz de produzir o efeito esperado por um único instante. Mas não fazemos isso porque somos maus, ou simples consumistas, e sim porque todos buscamos ser felizes, e nem sempre é da melhor forma.

Por isso é sempre bom deixarmos as portas, desse guarda-roupas, abertas, vasculharmos, tirarmos o que já não serve mais, reciclar, e garanto que haverá muitos momentos onde nos perguntaremos: “O que eu estava pensando quando eu comprei isto?” Não se culpe! Apenas sorria, porque vai soar engraçado mesmo, mas não ache muita graça, pois você pode deixar as coisas fugirem do controle.

O guarda-roupas é um bom meio de nos conhecermos. Hoje, acordei decidida a rever um lado do meu, que eu quase não abro. E aí eu mesma me perguntei o porque de quase nunca abri-lo. Pois quando eu tirei todos os cabides para fora lá estavam calças que não me serviam mais, sandálias altas demais, peças pequenas, peças grandes, muito escuras, ou que pareciam meio ultrapassadas, ou mesmo, nada a ver com o meu momento. Sim, até muitos dos quilos que eu emagreci eu coloquei de volta no meu guarda-roupas. E isso me doeu, ao me deixar obrigada a encarar o fato de que emagreci por muitos motivos, mas poucos deles estavam ligados ao que eu mesma achava sobre mim. E por isso minhas calças do tempo em que era magra estavam, umas sobre as outras penduradas num pesado cabide, simbolizando apenas um momento que eu vivi.

Estou há algumas semanas de realizar uma cirurgia bariátrica, e para que eu tenha a certeza de que eu estou fazendo isso por mim mesma, a fim de não engordar de novo, repetindo o erro da última vez, resolvi ir até as últimas conseqüências em me conhecer, saber quem eu sou, prestar atenção no que compro, no que como, nas opiniões que dou. Ta bom, eu sou doida, assumo isso, mas pelo menos estou tentando fazer alguma coisa pela minha felicidade, e me conectando a mim mesma. Procuro resgatar alguns acontecimentos, afinal de contas não tem aquele ditado, ou dizer, como queiram, que fala que pra não repetirmos os mesmos erros deveríamos estudar a nossa história. Tudo bem que foram historiadores que disseram isso, e que eu não sou nenhum país, mas vamos combinar que o interior de uma pessoa deve ser tão complexo, senão mais, do que a história de um país inteiro.

Mas hoje eu percebi um fato curioso sobre mim, eu que sempre tive o impulso de fazer altas faxinas no meu guarda-roupas e dar para doação sacolas e sacolas de roupas, pensei diferente . Simplesmente olhei para tudo com carinho, peça por peça, relembrei momentos, e decidi que não se tratava de sair esvaziando o armário. Ele é a minha história e eu não posso simplesmente sair distribuindo capítulos por aí.

Pela primeira vez, acho em anos, mas de 30 anos, eu não fui precipitada comigo. Agora não é a hora. Vai chegar o momento em que vou me sentir segura para saber o que fazer. Por enquanto, vou manter tudo organizado, arrumado com carinho e procurar visita-lo com mais frequência. Afinal de contas, como saber o que fazer se nem sabemos o que estamos sentindo?

Agora se trata do que eu gostaria muito de fazer da vida, e não de tudo que eu tenho capacidade para fazer. E quer saber, meus livros estão todos na estante. O futuro estava a portas abertas, eu é que demorei para ver.


AH! Ja faz 3 meses que operei o estômago e tenho mexido muito nomeu guarda-roupa, revisitando peças do passado e doando varias calças de numeros que nunca maisvou usar! rs tudo tem seu momento,...rs

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Aniversário de Cirurgia!


Hoje faz 3 meses que me submeti a uma cirurgia de redução do estômago.
Estou me sentindo mais bonita? Sim, estou! Mas não tenho palavras para o quanto me sinto mais saudável, mais disposta. Minha saúde se recuperou em 99% digo isso porque ainda tomo um comprimidinho para tireóide....o que não é nada perto do pacote de 6 remédios por dia que eu tomava antes. Agora me sinto jovem de novo, e meu espírito está tão grato e tão feliz que seu eu fosse uma bola explodiria antes de quicar novamente.
Já se foram 23,5 kilos, uma carga e tanto que eu estava carregando dia a dia. E eu vou dia a dia também descobrindo esta 'eu' que estava tão escondidinha debaixo disso tudo. Continuo sendo a mesma Nancy alegre, otimista e sonhadora, só que agora com uma pitada a mais de credibilidade em mim mesma, de segurança, e isso deve ser a famosa auto-estima!
Obrigada meu Deus por tudo, e vamos em frente que ainda faltam 30, mas eu tenho uma coisa a dizer. Eu nunca desisti, portanto nunca desista do seu sonho, e ele se realizará!
E meu sorrisão tá aí pra quem quiser conferir!

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Caminhando e cantando outra canção! Que tal tentar?


Ah! antes de eu começar o assunto, nesta já 22 kgs mais leve!

Enquando a música diz que continua caminhando e cantando e cantando a mesma canção, eu resolvi mudar de música. Me abrir para o novo. Isso, porque para poder reavaliar as coisas, ao contrário de revivê-las vou procurar viver outras experiências, me dar o direito de tomar outros pontos de vistas e daí sim, sob um novo olhar poderei rever, crescer, mudar. Acho que a maior mágica da vida está aí. Poder Mudar! Mudar de idéia, mudar de óculos, mudar de batom, mudar de estilo, simplesmente mudar de lado na cama....
Os inflexíveis que me desculpem, mas estes nunca alcançarão essa Óde à Mudança, onde as coisas evoluem, e o coador de pano já tem novos concorrentes. Simplesmente quem é inflexível nasce e morre ranzinza, porque crianças e velhos mudam. Erra quem diz que os velhos são inflexíveis....eles são os que mais se abrem às mudanças, num momento da vida onde deveriam estar fechados para balanço, eles se abrem de peito aberto às novas oportunidades da vida. E não temem a reprovação de terceiros. Mas os jovens são os que, ironicamente, mais sofrem com as mudanças. Já perceberam? Hoje se estou com vontade de usar o amarelo, vou ter que me contentar com o azul, pois é ele que está na moda, e já imaginou o que vão falar de mim se eu usar o amarelo? Queremos tanto ser aceitos, amados, incluídos, que a opinião alheia se torna muito mais importante que a nossa, e daí nos tornamos inflexíveis conosco mesmos. E vamos falar a verdade: Que chatice viver em função do que os outros vão pensar, do que a moda dita para vestir, do que o padrão determina como deve ser. Quem é inflexível, não surpreende, e sim entedia, e o tédio é o maior dos males do nosso século. Ele é o retrato do vazio, da falta de interesse, do que não nos satisfaz, ele apenas deprime, e a depressão se alastra e se dissemina tão rápido qual um resfriado.
Com tudo a que temos acesso nesse mundo, com tantas coisas para se fazer, viver, sonhar, realizar, construir, milhares de seres humanos estão sentados, entediados, de mãos e pé atados, esperando a felicidade surgir.
Seria muita injustiça se Deus nos fizesse um modelo de corpo tão perfeito e impotentes para sermos os donos da nossa própria felicidade. Se esta canção não te faz mais feliz, porque não mudar? Gostaria de saber quem foi que inventou a frase, que é quase o hino nacional dos inflexíveis: Eu sou assim!
Meu Deus!! Em que planeta essa pessoa está?? Nós podemos tudo, devemos o que desejamos e podemos viver plenamente.
Viver requer um tanto assim de criatividade, mas só o otimista é criativo, porque o pessimista espera sempre que alguém venha e faça acontecer, então vai precisar da criatividade pra que?
Às vezes os olhos nos traem, pois é tanta coisa pra ver que esquecemos dos olhos da alma, aqueles que nos fazem olhar para dentro, pensar, refletir, escolher uma outra canção e reavaliar.
Que tal dar uma paradinha agora pra fazer isso?
Escute aquele estilo de música que vc disse: Eu não gosto, e se pergunte porque não?!
Viver é todos os dias se dar a chance de experimentar. Afinal, como alguém já disse, tem gente que vive, e gente que apenas existe! E você?

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Quase nos 20!!!!


Estou muito feliz por estar saindo da casca....essa casca que por tanto tempo me envolveu e aonde eu estava tão encolhida que nem eu mesma sabia como eu era.....Mas graças a Deus, quando não desistimos tudo tem solução! É isso aí, sem meias palavras, meu antes e agora faltam 0,5 pros vinte!!!! E viva a gastroplastia!!!!
Viva!! Viva!!! Viva!!!!

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Onde andará o meu amor …

Quantas vezes não estivemos esperando alguém nos amar. Quantas vezes não idealizamos aquela medida do amor, aquela que queríamos de todo jeito encontrar e ter para o resto da vida. Mas hoje eu me pergunto: Será que eu sabia mesmo qual era essa medida que eu queria desse amor? Realmente acho que eu não sabia, pois eu estava simplesmente esperando que alguém viesse me amar, e me desse o amor que esta pessoa quisesse, que ela bem entendesse. Como se simplesmente alguém precisasse vir me amar, pra eu poder me sentir amada. Pois, o passar dos anos nos trás uma grata surpresa. A surpresa de nos darmos a chance de nos amarmos a nós mesmos. De nos tratarmos com carinho, de termos toda a consideração por nós mesmos. E eu muitas vezes questionei a frase “quero alguém que me ame como eu sou” Mas será que eu me amo do jeito que sou? E se não, como posso eu querer que alguém me aceite e entenda os meus motivos??? Ninguém nos vê do jeito que somos, quando nos escondemos por trás do que aparentamos. E hoje entendo que aceitar-me do jeito que sou não significa que devo me conformar e ficar assim. Muito pelo contrário, devo aceitar o meu não gostar de algumas coisas e buscar um modo de ser feliz. Me aceitar, é justamente entender as minhas insatisfações. Pois alguém pode vir sim e gostar de mim do jeito que sou, mas eu não vou estar feliz mesmo assim, pois meu problema não é com a aceitação do outro, e sim com a minha auto-aceitação. E quando vivemos esse momento de espera por esse amor, ficamos ansiosos, olhando ao nosso redor, na expectativa de viver uma situação que não depende de nós. Pela primeira vez eu me sinto em paz. E essa paz se chama amor. O amor que tive por mim quando resolvi há anos atrás fazer de tudo pra me sentir mais feliz, mais saudável, pois pra mim não importava se as pessoas me achavam bonita do jeito que eu era. Eu é que não me sentia feliz, pois não me sentia saudável. Por isso essa paz foi sendo construída a partir de todas as revoluções que fiz comigo mesma pra chegar até aqui. Agora descobri como é me sentir amada, pois eu mesma lutei pra ter o meu amor. E isso dá aquela felicidade, e isso fez com que agora as pessoas possam ver realmente o que mora no meu interior, e isso fez com que eu abandonasse minhas ansiedades, e com que eu me sentisse livre para amar, e pra saber realmente qual é a medida do amor que tenho pra dar. Agora eu descbri por onde andava o meu amor!

domingo, 5 de abril de 2009

Super Girl


Quem não assistiu smallville ou leu nas histórias em quadrinho as aventuras da Super Girl Kara Kent. Tudo bem que ela é MARA!!!, mas é assim que eu estou me sentindo mais a cada dia. E eu não falo só de aparência, eu falo de disposição, de leveza, e daquele lance do meu interior refletir meu exterior. Sabe eu já reavaliava muito os pesos que os diversos "eus" tenho dentro de mim, e depois dessa cirurgia passei avaliar o meu real motivo nesse mundo. É uma coisa tipo assim, o meu trabalho, ou a importância que eu tenho dentro dele, não é apenas a de escrever textos. Eu comecei a perceber que exerço um papel social também, de amiga, confidente, apasiguadora, piquetera, justiceira, carinhosa, e etc...sei lá...em cada momento posso exercer um papel que tem um impacto na vida das pessoas. Posso chegar até a ser a voz da razão pra alguém que precisa de uma puxada de orelha num momento crucial. E isso que eu estou falando, aumentou muito mais com a leitura de um texto escrito por uma psicóloga que fala da importância que os amigos tem na vida das pessoas. Então nós temos a nossa parcela de responsabilidade de participação na vida das pessoas. E somos responsáveis por aquilo que falamos, pois podemos não saber e as vezes nem perceber, mas elas confiam em nós, e vai da nossa parte assumir esse compromisso ou não. E acho que essa escolha se fundamenta em cima da nossa percepção do que viemos fazer nesse mundo. Será que minha passagem aqui se resume só a trabalho, só a ganhar dinheiro e a ter, ter,e ter, ou vai mais além e eu quero viver intensamente esse momento e participar, contribuir de algum modo com a felicidade das pessoas?? Para mim, que sou espírita e acredito que todos vamos nos encontrar nas esquinas dessas e outras vidas, tento agir mesmo com meu coração. Ajudar mesmo se possível, e aí está a parte de um grande segredo de felicidade, a falicidade do próximo. É meio tipo quando a Super Girl larga tudo o que está fazendo para ajudar, simplesmente porque ela tem seus poderes e fica feliz em poder usá-los para ajudar quem está em perigo. Bom, eu não tenho poderes, mas avalio e valorizo a minha participação nesse mundo para que ele seja melhor, e portanto se eu puder fazer alguém feliz ouvindo ou falando, eu estarei lá, e podem contar comigo! Como diz meu admirado Ludwig Beethoven: "Não há nada de mais belo do que distribuir a felicidade por muitas pessoas" OBS: A fotinho que me mostra um dia antes da cirurgia e agora dia 03 de abril é só pra constar..hehehehehe)

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Quem quer comprar????


Outro dia quando eu comecei a falar o quanto me sinto saudável com o começo da perda de peso, um amigo do trabalho me disse "Mas você está parecendo que está vendendo saúde", nossa, me senti muito feliz, pois meu exterior agora demonstra o que meu interior está sentindo!
Eu mesenti uma menina, que ganhou um brinquedo novo, mas no meu caso meu brinquedo sou eu mesma que ando comigo 24 horas. Não sei descrever a benção que todo este processo está gerando em minha vida. É demais, é feliz, e ainda to vendendo saúde!! E aí quem quer comprar????